MERCADO SOJA: Preços sobem e negócios melhoram no Brasil, seguindo Chicago

   Porto Alegre, 28 de janeiro de 2022 – Os preços da soja tiveram ganhos consistentes nesta sexta no mercado físico brasileiro, acompanhando a boa valorização dos contratos futuros em Chicago. A comercialização melhorou, mas os produtores ainda limitam a oferta e aguardam por cotações ainda melhores.

    “Há rumores de negócios a R$ 200,00 a saca no Porto do Rio Grande para embarque em fevereiro. Ao menos 120 mil toneladas trocaram de mãos hoje no Brasil”, destaca o analista de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 189,00 para R$ 191,00. Na região das Missões, a cotação passou de R$ 188,00 para R$ 189,00. No Porto de Rio Grande, o preço valorizou de R$ 188,50 para R$ 192,00.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 179,00 para R$ 182,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 184,00 para R$ 187,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca aumentou de R$ 169,00 para R$ 170,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 170,00. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 168,00 para R$ 171,00.

     Chicago

   Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte alta, ampliando os ganhos semanais e ficando perto das máximas do dia. As preocupações com o tamanho da safra sul-americana, prejudica pela prolongada estiagem, deram sustentação aos preços.

    Sinais de demanda aquecida ajudaram a elevar os contratos no encerramento da semana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou ontem uma série de vendas por parte dos exportadores privados. Foram 251,5 mil toneladas para destinos não revelados, 264 mil para a China e 151,5 mil toneladas para exportadores privados.

    Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 21,75 centavos de dólar por bushel ou 1,5% a US$ 14,70 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 14,75 1/4 por bushel, com ganho de 21,25 centavos ou 1,46%.

    Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 6,50 ou 1,6% a US$ 411,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 65,27 centavos de dólar, com alta de 0,93 centavo ou 1,44%.

     Câmbio

   O dólar comercial fechou em R$ 5,3900, com queda de 0,62%. A moeda ensaiou uma tímida recuperação durante a manhã, mas logo repetiu o movimento observado durante quase toda a semana. Próximo ao fechamento da Ptax, na segunda, o real ganha uma sobrevida embalado pelo intenso afluxo de capital estrangeiro na bolsa.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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