Porto Alegre, 10 de novembro de 2021 – O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de poucos negócios e de preços mistos. Os vendedores seguem retraídos, diante da recente queda nos preços. A volatilidade do dólar e de Chicago contribuiu para a lentidão.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 161,50 para R$ 160,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 160,50 para R$ 159,00. No porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 161,50 para R$ 163,00 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu em R$ 156,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca estabilizou em R$ 161,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 150,00 para R$ 152,00. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00. Em Rio Verde (GO), a saca aumentou de R$ 150,00 para R$ 151,00.
Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. O mercado se recuperou após atingir, na terça, o menor nível desde dezembro de 2020.
Os preços repercutem o indicativo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de safra norte-americana abaixo do esperado. O mercado esperava um aumento na previsão. E analistas consideram que o mercado estava sobrevendido.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 4,75 centavos de dólar por bushel ou 0,39% a US$ 12,16 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,29 por bushel, com ganho de 5,25 centavos ou 0,42%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,10 ou 0,02% a US$ 342,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 58,14 centavos de dólar, alta de 0,67 centavo ou 1,14%.
Câmbio
O dólar comercial fechou em R$ 5,6670, com alta de 1,88%. A sessão, que já começou tensa devido à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que ontem afirmou ter “licença para gastar”, subiu ainda mais de temperatura após o presidente Jair Bolsonaro anunciar um auxílio emergencial aos caminhoneiros, além da manobra para recalcular o teto de gastos baseado no Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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