MERCADO: Soja mantém tom positivo, mas negócios perdem ritmo no Brasil

O mercado brasileiro de soja manteve preços em elevação nesta quarta, seguindo mais um dia de valorização de Chicago e valorização do dólar. Os negócios perderam ritmo, com os compradores retraídos e aguardando a consolidação de um novo patamar de referência. Mas destaque para a boa movimentação no Paraná.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 75,00 para R$ 75,50. Na região das Missões, o preço passou de R$ 74,50 para R$ 75,00. No porto de Rio Grande, as cotações avançaram de R$ 79,50 para R$ 80,00 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 73,00 para R$ 74,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 80.00.
Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 68,00. Em Dourados (MS), a cotação permaneceu em R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 72,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. Após realizar lucros no início do dia, o movimento de correção não se consolidou e as preocupações
com a safra argentina garantiram mais um dia de ganhos.
A posição março voltou a atingir os melhores patamares desde 13 de julho. Os produtores argentinos já refizeram as suas projeções de safra. Inicialmente, se calcula que as perdas possam chegar a 5 milhões de toneladas.
As inundações atingiram 700 mil hectares e outros 1 milhão de hectares deixaram de ser plantados devido ao excesso de chuvas nas províncias de Buenos Aires, Córdoba e Santa Fe, conforme projeções privadas e oficiais.
Inicialmente, se projetava safra argentina entre 55 milhões e 57 milhões de toneladas. As avaliações iniciais indicam que a produção deverá ficar entre 50 milhões e 52 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 5,75 centavos de dólar, equivalente a 0,53%, cotados a US$ 10,75 por bushel. A posição maio também subiu 5,75 centavos (0,53%) a US$ 10,83 3/4.
No farelo, a posição março fechou com alta de US$ 2,30 (0,65%), sendo negociada a US$ 351,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março registravam preço de 35,58 centavos de dólar no fechamento, ganho de 0,02 centavo, ou 0,05%.

Câmbio

O dólar comercial fechou as negociações em alta de 0,18%, cotado a R$ 3,2170 para compra e a R$ 3,2190 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2150 e a máxima de R$ 3,2320.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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