Porto Alegre, 6 de novembro de 2017 – O mercado brasileiro de soja iniciou a semana em ritmo lento, apesar da valorização dos contratos futuros em Chicago. A forte queda do dólar afastou os negociadores e pressionou os preços internos em algumas regiões.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 68,50. Na região das Missões, o preço ficou em R$ 68,50. No porto de Rio Grande, as cotações seguiram em R$ 73,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 68,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 74,00 para R$ 73,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 63,50. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 64,80 para R$ 64,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 65,00.
Comercialização
A comercialização antecipada da safra 2017/18 de soja do Brasil envolve 19,1% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 6 de novembro. No relatório anterior, divulgado em 9 de
outubro, o número era de 14,1%.
Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 25% e a média para o período é de 29%. Levando-se em conta uma safra estimada em 114,706 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 21,874 milhões de
toneladas.
A comercialização da safra 2016/17 envolve 88% da produção projetada. No relatório anterior, com dados de 9 de outubro, o número era de 84%.
Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 95% e a média para o período é de 94%. Levando-se em conta uma safra estimada em 114,23 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 100,58 milhões de
toneladas.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta. O mercado se recuperou das perdas da sexta-feira, com os agentes buscando um melhor posicionamento frente ao relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta, 9.
O USDA deverá reduzir a sua estimativa para a safra 2017/18 americana de soja e também cortar a previsão para os estoques.
Analistas e traders consultados pelas agências internacionais indicam previsão de safra de 4,404 bilhões de bushels, ou 119,86 milhões de toneladas. Em outubro, a indicação do USDA foi de 4,431 bilhões de bushels,
ou 120,6 milhões de toneladas. Em 2016/17, os americanos colheram 4,296 bilhões de bushels ou 116,9 milhões de toneladas.
O mercado projeta estoques 2017/18 de 420 milhões de bushels. Em outubro, o USDA indicou estoques em 430 milhões de bushels.
Para os estoques mundiais, a previsão para 2016/17 deve ser de 94,7 milhões de toneladas, contra 94,9 milhões em outubro. Para 2017/18, o número deverá ser rebaixado para 96,1 milhões de toneladas, contra 95,5 no mês passado.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.490.600 toneladas na semana encerrada no dia 2 de novembro. Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 2.528.098 toneladas. No ano passado, em igual
período, o total fora de 2.677.810 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 14.856.207 toneladas, contra 16.318.565 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos com vencimento em janeiro fecharam com alta de 7,25 centavos de dólar (0,73%), cotados a US$ 9,94 por bushel. A posição março subiu 0,7% ou 7,00 centavos de dólar por bushel, a US$ 10,04 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo encerrou com alta de US$ 2,20 (0,7%), sendo negociada a US$ 316,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro eram cotados a 34,73 centavos de dólar por
libra-peso, alta de 0,31 centavo de dólar ou 0,90%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a negociação em queda de 1,45%, cotado a R$ 3,2580 para compra e a R$ 3,2600 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2570 e a máxima de R$ 3,3020.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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