Porto Alegre, 9 de julho de 2021 – O mercado brasileiro de soja teve mais um dia sem ofertas e com preços pouco alterados. O feriado em São Paulo atrapalhou ainda mais as negociações. O dólar seguiu estável e Chicago subiu na parte da tarde. Mas os agentes não apareceram.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 160,50. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 159,50. No porto de Rio Grande, o preço estabilizou em R$ 165,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 158,50 para R$ 161,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 164,50 para R$ 167,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 156,50. Em Dourados (MS), a cotação ficou em R$ 152,00. Em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 156,00 para R$ 155,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos, reduzindo as perdas da semana. À espera do relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a previsão de longo prazo de retorno do tempo seco e de altas temperaturas no Meio Oeste garantiram a recuperação.
O USDA deve reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2021/22. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em produção de 4,374 bilhões de bushels em 2021/22. Em junho, a previsão ficou em 4,405 bilhões de bushels. No ano passado, a produção foi de 4,135 bilhões.
Para os estoques, o mercado aposta estimativa de 140 milhões. Em junho, o USDA indicou estoques em 155 milhões de bushels. A previsão para 2020/21 deverá passar de 135 milhões para 136 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 92,3 milhões de toneladas, contra 92,6 milhões estimados em junho. Para 2020/21, a previsão deverá passar de 88 milhões para 87,6 milhões de toneladas.
A produção brasileira de soja em 2020/21 deverá ter sua estimativa mantida em 137 milhões de toneladas. A safra argentina pode ter corte, passando de 47 milhões para 46,4 milhões de toneladas.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 63.800 toneladas na semana encerrada em 1 de julho. Representa um recuo de 31% frente à semana anterior e uma retração de 19% sobre a média das últimas quatro semanas. O México liderou as importações, com 38.000 toneladas.
Para 2021/22, foram mais 118.500 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 200 mil e 775 mil toneladas, somando-se as duas temporadas.
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 14,00 centavos de dólar por bushel ou 1,02% a US$ 13,38 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,29 1/4 por bushel, com ganho de 9,75 centavos ou 0,73%.
Nos subprodutos, a posição agosto do farelo recuou US$ 2,70 ou 0,75% a US$ 354,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 62,35 centavos de dólar, ganho de 1,87 centavo ou 3,09%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a curta sessão de hoje, devido ao feriado em São Paulo, em queda de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,2393 para venda. Apesar de abrir em ligeira alta, a queda para a moeda norte-americana era esperada devido ao movimento externo, onde o dólar já perdia frente as divisas de países emergentes.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
Copyright 2021 – Grupo CMA
