MERCADO SOJA: Dólar e Chicago oscilam muito e travam negócios no Brasil

    Porto Alegre, 22 de junho de 2021 – O mercado brasileiro de soja segue com dificuldades para formar preços e ganhar ritmo na comercialização. As oscilações diárias em Chicago e no câmbio prejudicam a movimentação. Mercado travado e com preços regionais e nominais, diante da queda final de Chicago – abaixo de US$ 14 – e do dólar – inferior a R% 5,00.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 148,00 para R$ 149,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 147,00 para R$ 148,50. No porto de Rio Grande, o preço aumentou de R$ 153,50 para R$ 154,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 150,50 para R$ 149,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 156,00 para R$ 154,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 150,00 para R$ 147,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 141,00. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. A previsão de condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas determinou a perda.

    Os mapas climáticos indicam chuvas em bom volume e temperaturas adequadas ao desenvolvimento da soja no Meio Oeste, recuperando o déficit hídrico. Esta expectativa superou o impacto positivo da nova queda no índice de lavouras entre boas e excelentes condições.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 20 de junho, 60% estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 60% -, 31% em situação regular e 9% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 62%, 30% e 8%, respectivamente.

    Até 20 de junho, a área plantada estava apontada em 97%. O mercado esperava o número em 97%. Na semana passada, o número estava em 94%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 96%. A média é de 94%.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 20,50 centavos de dólar por bushel ou 1,44% a US$ 13,94 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 13,52 por bushel, com perda de 18,25 centavos ou 1,33%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo recuou US$ 9,80 ou 2,62% a US$ 363,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 60,67 centavos de dólar, ganho de 0,34 centavos ou 0,56%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,11%, sendo negociado a R$ 4,9660 para venda e a R$ 4,9640 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9630 e a máxima de R$ 5,0450.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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