Porto Alegre, 14 de janeiro de 2022 – O mercado brasileiro de soja teve um dia travado e com preços nominais. Com a nova queda de Chicago e o dólar recuando, os produtores saíram do mercado e priorizam o início da colheita.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 182,00. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 181,00. No Porto de Rio Grande, o preço estabilizou R$ 185,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 172,50 para R$ 173,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 177,50 para R$ 176,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 170,00 para R$ 169,00. Em Dourados (MS), a cotação ficou em R$ 166,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 161,00 para R$ 161,50.
Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, ampliando as perdas da semana. A previsão de chuvas para as regiões produtoras da Argentina e do Brasil nos próximos dias deflagrou um movimento de vendas por parte de fundos e especuladores.
Os agentes posicionaram suas carteiras antes do final de semana prolongado. Na segunda, não haverá sessão, devido ao feriado em homenagem a Martin Luther King. O clima segue no foco das atenções e, mesmo com as chuvas previstas, o corte na safra sul-americana é inevitável.
Hoje foi a vez de SAFRAS & Mercado reduziu a sua estimativa para a produção brasileira. A estimativa agora é de 132,33 milhões de toneladas, com recuo de 4,2% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 138,1 milhões de toneladas.
Em novembro, quando foi divulgado o relatório anterior, a projeção era de 144,7 milhões de toneladas. O corte entre as duas estimativas, devido ao clima seco nos estados da Região Sul e no Mato Grosso do Sul, foi de 8,55%.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 7,50 centavos de dólar por bushel ou 0,54% a US$ 13,69 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 13,79 1/2 por bushel, com perda de 7,75 centavos ou 0,55%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 3,30 ou 0,8% a US$ 405,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 58,46 centavos de dólar, com alta de 0,02 centavo ou 0,03%.
Câmbio
O dólar fechou em R$ 5,5130, com queda de 0,28%. A moeda norte-americana subiu durante grande parte da sessão, mas ao longo da tarde perdeu a força e acabou virando. Isso se deve ao aumento de fluxo de estrangeiro, com o aporte de investidores na bolsa, e ao bom desempenho da balança comercial chinesa.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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