MERCADO SOJA: Chicago e dólar em direções opostas travam negócios

Porto Alegre, 17 de setembro de 2021 – Com Chicago e dólar em direções opostas, a sexta foi travada em termos de comercialização no mercado brasileiro de soja. Os preços tiveram comportamento regionalizado. “Após negociar bem nos últimos dois dias, os agentes se retraíram”, destacou o analista de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 173,00. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 172,00. No porto de Rio Grande, o preço ficou em R$ 177,00.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 172,00 para R$ 171,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 177,00 para R$ 175,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 173,50. Em Dourados (MS), a cotação aumentou de R$ 163,00 para R$ 164,00. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 166,00 para R$ 167,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. Após ter atingido ontem o melhor patamar desde 31 de agosto, o mercado abriu a possibilidade de um movimento de realização de lucros por parte de fundos e especuladores.

   Com isso, a posição novembro encerrou a semana acumulando desvalorização de 0,19%.

    Em termos fundamentais, o mercado recebeu pressão sazonal da proximidade do início da colheita de uma safra cheia nos Estados Unidos. Além disso, seguem as preocupações com possíveis cancelamentos de vendas americanas, principalmente para a China.

    As dificuldades logísticas para os embarques prosseguem nos Estados Unidos, ainda reflexo da passagem do furacão Ida. Com isso, a demanda tem se deslocado para o mercado brasileiro. Mesmo assim, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou uma venda de 132 mil toneladas por parte dos exportadores privados para a China.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 12,00 centavos de dólar por bushel ou 0,92% a US$ 12,84 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,93 por bushel, com perda de 11,75 centavos ou 0,9%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,90 ou 0,55% a US$ 342,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 56,26 centavos de dólar, baixa de 0,58 centavo ou 1,02%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,43%, negociado a R$ 5,2890 para venda e a R$ 5,2870 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2510 e a máxima de R$ 5,3470. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,42% ante o real.

     Agenda de segunda

– Coreia do Sul: A bolsa de Seul permanece fechada devido a um feriado.

– Japão: A bolsa de Tóquio permanece fechada devido a um feriado.

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada devido a um feriado.

– China: A decisão de política monetária será publicada pelo Banco do Povo da China (Pboc, o banco central do país).

– Alemanha: O índice de preços ao produtor de agosto será publicado às 3h pelo Destatis.

– O BC divulga às 8h30min o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial das três primeiras semanas de setembro – Ministério da Economia, 15hs.

– Condições das lavouras dos EUA – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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