Porto Alegre, 11 de agosto de 2015 – O mercado brasileiro de soja
registrou pouca movimentação nesta terça-feira. Segundo o analista de SAFRAS
& Mercado, Luiz Fernando Roque, os agentes esperam a divulgação do relatório
de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA),
que ocorre amanhã, às 13h. Conforme o analista, os negócios ocorreram no Rio
Grande do Sul, no Paraná, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul e em São
Paulo, porém “não foram relevantes”.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 78,00 para R$ 77,50. Na
região das Missões, o preço recuou de R$ 77,50 para R$ 77,00. No porto de
Rio Grande, as cotações passaram de R$ 83,00 para R$ 82,00 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 74,00. No porto de
Paranaguá (PR), a cotação ficou em R$ 80,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 66,50 para R$ 65,60. Em Dourados
(MS), a cotação recuou de R$ 68,50 para R$ 67,50. Em Rio Verde (GO), a saca
caiu de R$ 67,00 para R$ 66,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira com preços acentuadamente mais baixos. Na
véspera do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA), a melhora no clima nos Estados Unidos e as preocupações com
a demanda pressionaram Chicago.
O mercado foi surpreendido pela decisão do Banco Central chinês de
desvalorizar o iuan. A medida trouxe incertezas quanto à saúde financeira do
país asiático, o principal comprador de soja do mundo. Além disso, a firmeza
do dólar frente à moeda chinesa torna mais cara a importação, o que poderá
comprometer a procura.
Para amanhã, todas as atenções estarão voltadas para o relatório do
USDA, que será divulgado às 13hs. Analistas consultados pelas agências
internacionais apontam que a safra americana deverá ficar em 3,719 bilhões de
bushels. Em julho, o número ficou em 3,885 bilhões de bushels. Em 2014/15, a
safra somou 3,969 bilhões de bushels, conforme o mais recente levantamento do
USDA.
O corte na estimativa de produção deve ser creditado ao clima chuvoso nas
regiões produtoras dos Estados Unidos. Na avaliação do mercado, o excesso de
umidades deverá comprometer o rendimento.
Para os estoques finais americanos, o mercado aposta em um número de 305
milhões de bushels, contra 425 milhões do relatório anterior. Para 2014/15, a
previsão é de estoques de 247 milhões, contra 255 milhões projetados em
junho.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial, a indicação do
mercado é de estoques de 90,8 milhões de toneladas para 2015/16, contra 91,8
milhões indicados em julho. Para a temporada anterior, os analistas projetam
estoques inalterados, em 81,7 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro recuaram 26,50
centavos de dólar, a US$ 9,81 por bushel. A posição novembro tinha cotação
de US$ 9,71 1/2 por bushel, perda de 23,00 centavos de dólar.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo recuou US$ 12,00 por
tonelada, sendo negociada a US$ 341,70 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em setembro registravam preço de 30,16 centavos de dólar, baixa de
0,32 centavo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,59%,
cotado a R$ 3,4960 para compra e a R$ 3,4980 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4480 e máxima de R$ 3,5180.
