MERCADO: Soja brasileira tem pouco movimento na sexta-feira

Porto Alegre, 17 de julho de 2015 – O mercado brasileiro de soja encerrou
a semana com pouco movimento. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado,
Luiz Fernando Roque, “houve movimento razoável no Rio Grande do Sul e pouca
coisa no Paraná, no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e em São Paulo”.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos valorizou de R$ 71,00 para R$
71,50. Na região das Missões, o preço cresceu de R$ 70,50 para R$ 71,00. No
porto de Rio Grande, as cotações subiram de R$ 75,50 para R$ 76,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 67,00 para R$ 68,50. No
porto de Paranaguá (PR), a cotação avançou de R$ 72,50 para R$ 73,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 61,50. Em Dourados (MS), a
cotação ficou em R$ 62,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 62,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos para grão e farelo, e
cotações mais altas para óleo. Em uma sessão volátil, o mercado foi
pressionado por um movimento de liquidação de posições compradas por parte
de fundos. A previsão de clima favorável nos Estados Unidos também
influenciou negativamente. A alta do dólar em relação a outras moedas, como o
real, que reduz a competitividade norte-americana no cenário exportador,
completou o quadro baixista.

Os produtores brasileiros de soja deverão cultivar 32,921 milhões de
hectares em 2015/16, a maior área da história, crescendo 3,8% sobre o total
semeado no ano passado, de 31,728 milhões. A projeção faz parte do
levantamento de intenção de plantio de SAFRAS & Mercado.

Com um possível aumento de produtividade, de 3.025 quilos para 3.047
quilos por hectare, a produção nacional tem chance de se aproximar da casa de
100 milhões de toneladas, sendo estimada inicialmente em 99,809 milhões de
toneladas, 4,5% superior à obtida em 2014/15, de 95,496 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto caíram 6,00 centavos
de dólar, a US$ 10,14 3/4 por bushel. A posição novembro tinha cotação de
US$ 10,06 por bushel, perda de 4,25 centavos de dólar.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo subiu de US$ 2,40 por
tonelada, sendo negociada a US$ 361,10 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em agosto registravam preço de 31,78 centavos de dólar, alta de
0,32 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,13%,
cotado a R$ 3,1920 na compra e a R$ 3,1940 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1570 e a máxima de R$ 3,2040.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS