MERCADO: Soja brasileira tem boa movimentação e alta nos preços

Porto Alegre, 30 de abril de 2015 – O mercado de soja brasileiro teve
movimentação “razoável” e preços em alta nesta quinta-feira. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, os principais negócios
foram realizados nos mercados disponíveis do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato
Grosso do Sul. Em Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina a
movimentação foi baixa, também no disponível.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 63,00 para R$ 64,50.
Na região das Missões, o preço passou de R$ 62,50 para R$ 64,00. No porto de
Rio Grande, as cotações subiram de R$ 67,50 para R$ 69,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca subiu de R$ 61,00 para R$ 61,50.
No porto de Paranaguá (PR), a cotação subiu de R$ 67,00 para R$ 67,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 57,50 para R$ 59,00. Em Dourados
(MS), a cotação subiu de R$ 56,50 para R$ 57,50. Em Rio Verde (GO), a saca
subiu de R$ 58,50 para R$ 60,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Na última sessão de
abril, os investidores buscaram um melhor posicionamento e optaram por realizar
os lucros acumulados ao longo da semana.

Até ontem, o contrato julho vinha acumulando alta de 2,2% na semana,
devido a indícios de aquecimento na demanda pela soja americana, em um
período em que tradicionalmente as atenções se voltam para o mercado
sul-americano. Hoje, o mercado embolsou boa parte destes ganhos.

No mês de abril, a posição julho encerrou praticamente zerada, após um
período de alguns repiques, mas sempre limitados pelo cenário fundamental
baixista. As safras recordes do Brasil e da Argentina e a expectativa em torno
da maior área a ser plantada nos Estados Unidos em todos os tempos sempre
evitaram ganhos mais consistentes.

Com números razoáveis para as exportações semanais americanas, o
mercado chegou a ameaçar testar a resistência de US$ 10,00 por bushel, mas
não obteve sucesso. Com isso, os investidores passaram a realizar lucros e
posicionar carteiras na virada do mês.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2014/15, com início em 1 de setembro, ficaram em 433.400 toneladas
na semana encerrada em 23 de abril. Para a temporada 2015/16, as vendas
líquidas ficaram negativas em 118.500 toneladas. As informações foram
divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Combinando as duas temporadas, o número ficou dentro da expectativa do
mercado, entre 50 mil e 350 mil toneladas. Mas chama a atenção o bom volume
embarcado na atual temporada.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de
10,00 centavos de dólar, a US$ 9,78 1/2 por bushel. A posição julho teve
cotação de US$ 9,76 por bushel, perda de 12,00 centavos.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 5,30 por tonelada,
sendo negociada a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 31,51 centavos de dólar, alta de 0,04 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,82%,
cotado a R$ 3,0110 na compra e a R$ 3,0130 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,9500 e a máxima de R$ 3,0210.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS