MERCADO: Queda em Chicago trava negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 14 de abril de 2016 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia mais lento em termos de negócios, acompanhando a queda nos contratos
futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). “O mercado até tentou
aproveitar os picos do dólar, mas não houve grandes negócios”, resume o
analista de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 71,50. Na região das
Missões, o preço permaneceu em R$ 70,50. No porto de Rio Grande, as
cotações estabilizaram R$ 76,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 71,00. No porto de Paranaguá
(PR), a saca avançou de R$ 76,70 para R$ 77.00.

Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 65,00 para R$ 64,00. Em Dourados
(MS), a cotação recuou de R$ 63,00 para R$ 61,00. Em Rio Verde (GO), a saca
subiu de R$ 65,00 para R$ 66,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Após atingir ontem o
melhor nível em oito meses, o mercado corrigiu, pressionado pelo aumento nas
vendas por parte de produtores no Brasil e nos Estados Unidos.

Diante da alta dos preços, os produtores aproveitaram o bom momento para
retornar ao mercado. O impacto da alta se estende também às especulações em
torno da área a ser plantada nos Estados Unidos. No momento, é quase
consenso entre os analistas que o plantio poderá superar a área indicada pelo
USDA, com produtores mais estimulados pela recente alta.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam a US$ 9,48 por
bushel, com baixa de 7,75 centavos. A posição julho teve cotação de US$ 9,56
1/4 por bushel, perda de 8,25 centavos.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,60
por tonelada, sendo negociada a US$ 290,10 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em maio registravam preço de 33,69 centavos de dólar,
retração de 0,27 centavo ante o fechamento anterior.

Exportações EUA

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2015/16, com início em 1 de setembro, ficaram em 455.900 toneladas
na semana encerrada em 7 de abril. O número ficou 8% acima do registrado na
semana passada e 10% superior à média de quatro semanas. México liderou as
compras, com 146,3 mil toneladas. Para 2016/17, as vendas ficaram em 10.600
toneladas. A previsão do mercado oscilava entre 100 mil e 500 mil toneladas.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações em baixa de 0,02%, cotado a R$
3,4740 para compra e a R$ 3,4760 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4560 e a máxima de R$ 3,5340.

Agenda

– China: o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2016 será
divulgado pelo departamento oficial de estatísticas do país.

– China: o índice de produção industrial de março será divulgado pelo
departamento oficial de estatísticas do país.

– Eurozona: o saldo comercial de fevereiro será publicado às 6h pela agência
de estatísticas Eurostat.

– O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informa a
evolução das lavouras de soja, milho e algodão no estado.

– O Ministério da Agricultura da Argentina (Minagri) deve liberar, na parte da
manhã, as informações semanais sobre as lavouras daquele país.

– EUA: o Federal Reserve divulga, às 10h15, o índice de produção industrial
referente a março.

– A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA)
divulga o resultado do esmagamento dos Estados Unidos no mês de março. Os
dados serão disponibilizados às 12hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS