MERCADO: Queda do dólar trava negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 6 de junho de 2016 – O mercado brasileiro de soja teve um
início de semana de poucos negócios. A queda do dólar e a redução dos
ganhos em Chicago deixaram os produtores retraídos, prejudicando a
comercialização, que ficou restrita a pequenos lotes.

Depois dos ganhos acentuados do meio da semana passada, os vendedores
aguardam por um novo patamar de preços internos. Essa expectativa travou o
mercado. Os preços oscilaram regionalmente e, na maior parte das praças, as
cotações ficaram apenas em níveis nominais.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 89,50 para R$ 89,00.
Na região das Missões, o preço baixou de R$ 89,00 para R$ 88,500. No porto de
Rio Grande, as cotações seguiram em R$ 94,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 90,00. No porto de
Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 95,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 89,00 para R$ 90,00. Em Dourados
(MS), a cotação ficou em R$ 85,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de
R$ 90,00 para R$ 89,00.

Exportações

As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 501 milhões em
junho (3 dias úteis), com média diária de US$ 167,077 milhões. A quantidade
total exportada pelo país no período chegou a 1,32 milhão de toneladas, com
média diária de 439,758 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em
US$ 379,90.

Na comparação entre a média diária de junho e maio, houve uma baixa de
2,5% no valor exportado e de 6,9% no volume embarcado. O preço teve alta de
4,6%. Na comparação com junho do ano passado, houve recuo de 6,7% na
receita, de 5,9% no volume e queda de 0,9% no preço.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. A perspectiva de clima
seco nos Estados Unidos nas próximas semanas ajudou a sustentar o mercado.

Ainda em termos de fundamentos, há preocupação com o tamanho e a
qualidade da safra argentina, que transferiria a demanda mundial da América do
Sul para os Estados Unidos. O mercado tenta se posicionar frente ao relatório
de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na sexta.

O desempenho de outros mercados também ajudou a sustentar Chicago, ainda
que os contratos tenham fechado bem abaixo das máximas do dia. O petróleo
subiu e se confirmou hoje, após o discurso da presidente do Federal Reserve
(Fed), Janet Yellen, o sentimento de que as taxas de juros americanas poderão
ter seu ajuste adiado.

Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em julho subiram 6,25
centavos de dólar por bushel a US$ 11,38 1/4. A posição agosto avançou 11,50
centavos para US$ 11,33 1/2.

No farelo, a posição julho fechou com baixa de US$ 2,60 por tonelada,
sendo negociada a US$ 411,70 por tonelada. As demais posições subiram. No
óleo, os contratos com vencimento em julho registravam preço de 32,51 centavos
de dólar, com alta de 0,25 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações em queda de 1,02%, cotado a R$
3,4890 para compra e a R$ 3,4910 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4860 e a máxima de R$ 3,5300.

Agenda de terça

– Eurozona: a terceira leitura do PIB do primeiro trimestre, 6hs.

– Desenvolvimento das lavouras no Paraná – Deral, início do dia.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS