MERCADO: Preços da soja recuam no Brasil, seguindo dólar e Chicago

Porto Alegre, 31 de julho de 2017 – Os preços da soja iniciaram a semana
em retração nas principais praças de comercialização do país. A
combinação de perdas em Chicago e desvalorização do dólar pesou sobre os
referenciais e tornou a comercialização bem lenta.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 68,50 para R$ 67,00. Na
região das Missões, o preço baixou de R$ 68,00 para R$ 66,50. No porto de
Rio Grande, as cotações passaram de R$ 73,00 para R$ 71,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 65,00 para R$ 64,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca perdeu R$ 1,00 para R$ 72,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca retornou de R$ 60,80 para R$ 60,00. Em
Dourados (MS), a cotação retrocedeu R$ 1,00 para R$ 58,50. Em Rio Verde
(GO), a saca despencou de R$ 62,00 para R$ 58,80.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais baixos nesta segunda-feira. Na última sessão
do mês, a previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras
determinou um movimento de realização de lucros, com os agentes posicionando
carteiras na virada de mês.

Os boletins meteorológicos apontam chuvas entre normais e acima do normal
e temperaturas abaixo da média para o cinturão produtor americano no período
de 8 a 14 dias. As condições favoreceriam as lavouras em um período crucial
para a definição do potencial produtivo.

Diante desta preocupação climática, a posição agosto acumulou
valorização de 4,94% no mês de julho, o segundo mês consecutivo de
valorização positiva dos contratos futuros em Chicago.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 476.186
toneladas na semana encerrada no dia 27 de julho, conforme relatório semanal
do USDA.

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 641.324 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 679.600 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 54.413.387
toneladas, contra 46.813.219 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos com vencimento em agosto recuaram 0,74% ou 7,50 centavos de
dólar por bushel, cotados a US$ 9,94 1/2. A posição setembro teve
desvalorização de 0,64% ou 6,50 centavos, fechando a US$ 9,99 1/2.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo encerrou com baixa de US$
2,80 (0,87%), sendo negociada a US$ 318,60 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em agosto eram cotados a 34,71 centavos de dólar, com alta de
0,13 centavo ou 0,37%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com baixa de 0,51%, cotado a R$ 3,1170
para compra e a R$ 3,1190 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,1160 e a máxima de R$ 3,1450.

Agenda de terça

– Alemanha: a taxa de desemprego de julho será publicada às 5h pela Agência
Federal de Empregos do país.

– Eurozona: a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo
trimestre será publicada às 6h pela agência de estatísticas Eurostat.

– O BC divulga às 8h30 a ata da reunião mais recente do Comitê de Política
Monetária (Copom).

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h os
dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Industrial referentes a junho.

– Desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, início do dia.

– Balança comercial de julho – MDIC, 15hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS