MERCADO: Movimentação com soja perde ritmo no Brasil nesta sexta

        O mercado brasileiro de soja teve uma sexta de poucos negócios. O ritmo recuou na comparação com o restante da semana. Os preços oscilaram entre estáveis e um pouco mais baixos.   “Houve negócios de pequeno volume no Rio Grande do Sul, no Paraná, no Mato Grosso, em Goiás e São Paulo. No Mato Grosso do Sul, a movimentação foi mais consistente”, informa o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

     Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 67,50. Na região das Missões, o preço ficou em R$ 67,00. No porto de Rio Grande, as cotações estabilizaram em R$ 72,00 a saca.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca permaneceu em R$ 65,00. No porto de Paranaguá (PR), a cotação ficou em R$ 71,00.

     Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 61,00 para R$ 60,50. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 60,00 para R$ 59,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 63,50 para R$ 63,00.

      Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com boas altas. Os participantes aproveitaram o comportamento de outros mercados e o corte na estimativa de área dos Estados Unidos para recompor suas carteiras e zerar as perdas acumuladas ao longo da semana.

     A sustentação inicial foi assegurada pela fraqueza do dólar frente a outras moedas, removendo parte da ação negativa do câmbio sobre a competitividade da soja americana. A elevação consistente do petróleo em Nova York – os ganhos chegaram a encostar em 5% – completou o quadro positivo para a recuperação.

     Na parte da tarde, a nova estimativa de área a ser plantada nos Estados Unidos da empresa de consultoria Informa acrescentou suporte aos preços. Segundo a empresa, a área deve ocupar 87,5 milhões de acres. O número é o maior da história, apesar de ser 500 mil acres inferior ao projetado em janeiro.

     No ano passado, a área com a oleaginosa foi de 83,7 milhões de acres. No relatório anterior, a indicação era de área a ser plantada de 88 milhões de acres. No dia 31 de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar o seu levantamento de intenção de plantio para 2015.

     Com a performance de hoje, o contrato maio fechou praticamente estável a semana. Chicago vinha acumulando perdas, diante de um cenário fundamental negativo. Dólar firme, enfraquecimento da demanda pelo produto americano e expectativa de safra recorde na América do Sul colocaram os contratos nos menores níveis desde outubro.

     Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 12,00 centavos de dólar, a US$ 9,73 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 9,78 por bushel, ganho de 11,25 centavos.

     Nos subprodutos, a posição maio do farelo subiu US$ 4,70 por tonelada, sendo negociada a US$ 324,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 30,68 centavos de dólar, alta de 0,06 centavo.

      Câmbio

     O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 2,00%, cotado a R$ 3,2280 na compra e a R$ 3,2300 na venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2020 e a máxima de R$ 3,3170.