MERCADO: Dólar e Chicago em alta movimentam negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 17 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia mais movimentado, com preços subindo e os produtores aproveitando a
valorização de 1% do dólar e a boa elevação dos contratos futuros em
Chicago para negociar.

Houve registros de operações envolvendo 25 mil toneladas no Rio Grande do
Sul. No Mato Grosso, cerca de 2 mil toneladas trocaram de mãos. No Mato
Grosso do Sul, os negócios envolveram 8 mil toneladas e outras 5 mil toneladas
foram comercializadas em Goiás.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 65,50 para R$ 66,00.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 64,50 para R$ 65,00. No porto
de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 69,50 para R$ 70,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço pulou de R$ 61,50 para R$ 63,00. No porto
de Paranaguá (PR), a saca subiu R$ 1,00 para R$ 70,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 58,50 para R$ 59,00. Em
Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 57,00 para R$ 58,30. Em Rio Verde (GO),
a saca passou de R$ 58,50 para R$ 59,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços em alta. Sinais de demanda aquecida pela soja
americana garantiram a recuperação. As altas só não foram maiores devido à
previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2016/17, com início em 1 de setembro, ficaram em 453.200 toneladas
na semana encerrada em 10 de agosto. O número ficou muito acima da semana
anterior e frente à média das últimas quatro semanas. A China liderou as
compras com 342.100 toneladas.

Para a temporada 2017/18, foram 899.400 toneladas. As informações foram
divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A
estimativa dos analistas oscilava de 400 mil a 850 mil toneladas, somando as
duas temporadas.

Em um evento ontem em Omaha, no estado de Nebraska, uma delegação de
importadores da China assinou acordos para comprar 3,8 milhões de toneladas de
soja em grão dos Estados Unidos. Além disso, foi anunciada uma venda de 165
mil toneladas para a China, com origem opcional, por parte dos exportadores
privados americanos.

Os contratos com vencimento em setembro fecharam com alta de 9,25 centavos
de dólar por bushel (1%), cotados a US$ 9,30 1/4. A posição novembro subiu
0,91% ou 8,50 centavos a US$ 9,33.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo encerrou com alta de US$
1,50 (0,50%), sendo negociada a US$ 296,10 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em setembro eram cotados a 33,21 centavos de dólar, com
ganho de 0,36 centavo ou 1,09%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com alta de 1,01%, cotado a R$ 3,1770
para compra e a R$ 3,1790 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,1570 e a máxima de R$ 3,1830.

Agenda de sexta

– Alemanha: o índice de preços ao produtor de julho será publicado às 3h
pelo departamento oficial de estatísticas do país.

– Avanço da colheita de milho no MT – IMEA, no início do dia.

– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Ministério da Agricultura, na
parte da manhã.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS