MERCADO: Dia calmo na comercialização com soja no Brasil

Porto Alegre, 28 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia calmo na comercialização, com cotações estáveis. Houve alguma
movimentação na parte da manhã apenas, mas sem o registro de volumes
relevantes negociados. A baixa de Chicago dificultou as negociações, não
havendo oferta pelos preços atuais.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 66,00. Na região das
Missões, o preço permaneceu em R$ 65,00. No porto de Rio Grande, as
cotações ficaram estáveis em R$ 70,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço esteve inalterado em R$ 64,00. No porto de
Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 70,00 para R$ 70,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 59,00. Em Dourados (MS), a
cotação seguiu em R$ 58,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 60,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais baixos. O mercado seguiu pressionado pelo
bom desenvolvimento das lavouras e a perspectiva de uma safra cheia.

Os produtores de soja dos Estados Unidos deverão colher 4,331 bilhões de
bushels na temporada 2017/18, o equivalente a 117,87 milhões de toneladas. A
estimativa foi divulgada pela Pro Farmer – Associação dos Produtores dos
Estados Unidos -, que trabalha com produtividade de 48,5 bushels por acre.

Se confirmada, a safra será a maior da história dos Estados Unidos. Os
números ficaram abaixo dos indicados pelo Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), no relatório de agosto. A produção foi estimada pelo
USDA em 4,381 bilhões de bushels – 119,23 milhões de toneladas. A
produtividade do USDA é de 49,4 bushels por acre. No ano passado, segundo o
USDA, os americanos colheram 117,2 milhões de toneladas, safra recorde.

Os contratos com vencimento em setembro fecharam com baixa de 3,75 centavos
de dólar por bushel (-0,39%), cotados a US$ 9,35 1/4. A posição novembro
recuou 0,34% ou 3,25 centavos a US$ 9,41 1/4.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo encerrou com baixa de US$
0,90 (-0,30%), sendo negociada a US$ 295,50 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em setembro eram cotados a 34,59 centavos de dólar, com
perda de 0,02 centavo ou -0,05%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com alta de 0,25%, cotado a R$ 3,1620
para compra e a R$ 3,1640 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,1500 e a máxima de R$ 3,1660.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS