MERCADO: Chicago e dólar caem, travando negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 20 de junho de 2016 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia lento. A queda combinada dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT) e do dólar afastou os produtores do mercado, travando a
comercialização.

Com o produtor retraído, a oferta está escassa em algumas regiões e, por
isso, não há registro de operações. Depois de o mercado ter atingido a casa
de R$ 100,00 no início do mês, os vendedores estão muito seletivos e não
fazem questão de negociar. Até porque estão bem capitalizados.

Os produtores já negociaram boa parte da safra 2015/16 e anteciparam
também um bom volume para 2016/17. No Mato Grosso, por exemplo, onde há
mais interesse de compra, os vendedores estão reticentes e aguardam melhores
níveis. No Mato Grosso do Sul, a situação é semelhante, com o mercado
aguardando preços mais próximos de R$ 100,00.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 90,50 para R$ 89,00. Na
região das Missões, o preço baixou de R$ 89,50 para R$ 88,50. No porto de
Rio Grande, as cotações passaram de R$ 95,00 para R$ 94,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 93,00 para R$ 91,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 97,50 para R$ 95,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 90,50 para R$ 88,00. Em Dourados
(MS), a cotação caiu de R$ 85,00 para R$ 84,00. Em Rio Verde (GO), a saca
passou de R$ 88,00 para R$ 86,00.

Exportações

As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 1,885 bilhão em
junho (13 dias úteis), com média diária de US$ 144,985 milhões. A quantidade
total exportada pelo país no período chegou a 5,03 milhões de toneladas, com
média diária de 386,99 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em
US$ 374,70.

Na comparação entre a média diária de junho e maio, houve uma baixa de
15,4% no valor exportado e de 18% no volume embarcado. O preço teve alta de
3,2%. Na comparação com junho do ano passado, houve recuo de 19,1% na
receita, de 17,2% no volume e queda de 2,3% no preço.

Chicago

Porto Alegre, 20 de junho de 2016 – Os contratos futuros da soja negociados
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com
preços em baixa. Os mais recentes boletins meteorológicos apontam chuvas para
o Meio Oeste dos Estados Unidos, favorecendo o desenvolvimento inicial das lavouras.

Diante destas projeções, fundos e especuladores optaram por iniciar a
semana realizando lucros, principalmente depois da alta de mais de 2% das
sexta,provocados justamente pela projeção de clima seco. De concreto, apenas
o fato das lavouras americanas apresentarem ótimas condições até o momento,
quadro que deve ser confirmado logo mais, no relatório semanal do Departamento
de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 136.506
toneladas na semana encerrada no dia 9 de junho, conforme relatório semanal
divulgado pelo USDA.

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 98.378 toneladas. No ano
passado, em igual período, o total fora de 226.736 toneladas. No acumulado do
ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 43.654.953
toneladas, contra 47.411.809 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em julho recuaram 16,00
centavos de dólar por bushel a US$ 11,43 1/2. A posição agosto caiu 14,75
centavos para US$ 11,45 1/4.

No farelo, a posição julho fechou com baixa de US$ 4,70 por tonelada,
sendo negociada a US$ 402,70 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em julho registravam preço de 31,64 centavos de dólar, com baixa
e 0,29 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 0,61%,
cotado a R$ 3,3980 para compra e a R$ 3,4000 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3750 e máxima de R$ 3,4070.