Porto Alegre, 21 de fevereiro de 2017 – O mercado brasileiro de soja teve
um dia de escassos negócios e preços entre estáveis e mais baixos. Chicago
esboçou recuperação, mas o movimento perdeu força e os contratos encerraram
nos menores níveis em duas semanas.
O dólar teve apenas pequenas oscilações e se mantém em patamares
baixos. Com isso, os produtores se afastaram e houve registro de raros
negócios.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 70,00. Na região das
Missões, o preço caiu de R$ 69,50 para R$ 69,00. No porto de Rio Grande, as
cotações baixaram de R$ 73,50 para R$ 73,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 66,50 para R$ 64,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 74,00 para R$ 73,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 63,00. Em Dourados (MS), a
cotação passou de R$ 61,00 para R$ 60,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu
em R$ 64,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. O mercado caiu pela
terceira sessão seguida, atingindo os menores níveis em duas semanas.
O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras sul-americanas encaminha
a maior safra da história da região. Com isso, a perspectiva é de mudança
no foco dos compradores, que devem sair do mercado americano para Brasil e
Argentina.
O mercado começa também a especular sobre a área a ser plantada nos
Estados Unidos. A primeira sinalização mais concreta sobre a tendência do
produtor americano será conhecida nesta semana, durante o Fórum Anual do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na quinta e sexta.
Diante da relação de troca favorável, a aposta do mercado é de aumento
no plantio da oleaginosa e de diminuição no cultivo do milho. Esta perspectiva
adicionou pressão às cotações hoje.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
6,25 centavos de dólar, equivalente a 0,6%, cotados a US$ 10,26 1/4 por bushel.
A posição maio recuou 6,00 centavos (-0,57%) a US$ 10,37 1/4.
No farelo, a posição março fechou com baixa de US$ 2,20 (-0,64%), sendo
negociada a US$ 337,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
março registravam preço de 32,67 centavos de dólar no fechamento, recuo de
0,22 centavo, ou 0,66%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão em alta de 0,06%, cotado a R$ 3,090
para compra e a R$ 3,092 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,089 e a máxima de R$ 3,110.
Agenda de quarta-feira
– Resultado financeiro da Bayer.
– O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) deste mês
será divulgado às 9h pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
– O BC divulga, às 12h30, os dados do fluxo cambial da terceira semana de
fevereiro.
– O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) divulga a ata da
reunião de política monetária ocorrida entre os dias 31 de janeiro e 1 de
fevereiro.
– O Copom anuncia, após o fechamento do mercado, o patamar da taxa básica
de juros que ficará em vigor até 12 de abril.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
