MERCADO: Apesar da alta do dólar, soja tem dia lento no Brasil

Porto Alegre, 1 de dezembro de 2016 – Apesar da alta acentuada do dólar,
o ritmo dos negócios com soja no Brasil seguiu lento. A terceira baixa
consecutiva de Chicago e a queda nos prêmios de exportação contêm qualquer
reação mais consistente.

Os preços oscilaram entre estáveis e mais altos. Rumor de operação de
10 mil toneladas na Bahia, 3 mil em Minas e 5 mil no Rio Grande do Sul. A
maioria dos negócios no mercado futuro.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 79,50. Na região das
Missões, o preço permaneceu em R$ 79,00. No porto de Rio Grande, as
cotações subiram de R$ 81,00 para R$ 81,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 75,00 para R$ 76,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 78,50 para R$ 80,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 69,00. Em Dourados (MS), a
cotação permaneceu em R$ 71,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 73,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em baixa. Fatores técnicos
predominaram e determinaram a terceira sessão consecutiva de perdas.

No início da semana, os contratos atingiram os melhores patamares em
quatro meses. A partir de então fundos e especuladores começaram a se
desfazer de posições. Nem mesmo a impressionante alta do petróleo nos dois
últimos dias – quase 15% – foi suficiente para cessar o movimento de correção.

Os dados de demanda seguem firmes e os embarques americanos da semana
ficaram dentro do esperado, mas ainda com volumes significativos. As
exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada
2016/17, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.399.000 toneladas na
semana encerrada em 24 de novembro.

O número ficou 26% abaixo da semana anterior e 17% inferior à média das
últimas quatro semanas. A China foi o principal comprador com 1.079.900
toneladas.

Para a temporada 2017/18, são mais 66 mil toneladas. A estimativa de
analistas oscilava de 800 mil a 1,9 milhão, somando as duas temporadas. As
informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA).

Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com
baixa de 2,50 centavos de dólar, equivalente a 0,24%, cotados a US$ 10,29 3/4.
A posição março caiu 2,25 centavos (-0,21%) a US$ 10,39.

No farelo, a posição dezembro fechou com baixa de US$ 5,50 (-1,73%),
sendo negociada a US$ 310,90 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em dezembro registravam preço de 37,64 centavos de dólar, alta
de 0,85 centavo ou 2,31%, acompanhando o desempenho do petróleo.

Câmbio

O dólar comercial fechou as negociações em alta de 2,42%, cotado a R$
3,4670 para compra e a R$ 3,4690 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3840 e a máxima de R$ 3,4800.
Na semana, a alta foi de 0,76%.

Agenda de sexta

– Eurozona: índice de preços ao produtor de outubro, às 8hs.

– Pesquisa Industrial Mensal (PIM) – Produção Física Brasil, referente a
outubro – IBGE, às 9hs.

– Desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, início do dia.

– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Ministério da Agricultura, na
parte da manhã.

-EUA: taxa de desemprego e o número de vagas criadas ou eliminadas em
novembro, às 11h30min.

– Evolução do plantio da soja no Brasil – SAFRAS & Mercado, na parte da
tarde.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS