Porto Alegre, 22 de novembro de 2016 – O mercado brasileiro de soja teve
um dia mais movimentado e com preços entre estáveis e mais altos. Chicago
subiu pela segunda sessão consecutiva, acumulando valorização de quase 4% na
semana. O dólar também se recuperou.
Houve negócios no mercado futuro gaúcho de cerca de 15 mil toneladas para
janeiro. Também foram movimentados lotes para maio. Em Goiás,
aproximadamente 54 mil toneladas trocaram de mãos, com registro de operações
também em Minas Gerais.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 76,50 para R$ 77,50.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 76,00 para R$ 77,00. No porto
de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 79,00 para R$ 79,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 76,00. No porto de
Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 80,00 para R$ 79,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 68,50. Em Dourados (MS), a
cotação permaneceu em R$ 70,30. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$
72,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira em alta. Após iniciar o dia em alta e corrigir
na parte da manhã, o mercado se fixou no território positivo, ainda em meio a
perspectiva de boa demanda pela soja americana.
A continuidade no movimento de compras por parte de fundos e especuladores
completou o cenário positivo para as cotações. Diante deste quadro, janeiro
deixou de lado a perspectiva de ampla oferta mundial da commodity e rompeu a
barreira de US$ 10,30 por bushel, operando nos melhores níveis desde julho.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 30.000 toneladas de óleo de
soja para a China, que serão entregues na temporada comercial 2016/17. Toda
operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 20 mil toneladas de
óleo, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.
Hoje, os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com
alta de 9,75 centavos de dólar, equivalente a 0,95%, cotados a US$ 10,30. A
posição março subiu 10,25 centavos (0,99%) a US$ 10,38 3/4.
No farelo, a posição dezembro fechou com alta de US$ 5,20 (+1,62%), sendo
negociada a US$ 324,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
dezembro registravam preço de 34,48 centavos de dólar, baixa de 0,16 centavo
ou 0,46%.
Câmbio
O dólar comercial fechou as negociações em alta de 0,14%, cotado a R$
3,3550 para compra e a R$ 3,3570 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3310 e a máxima de R$ 3,3660.
Agenda de quarta-feira
– Feriado local no Japão.
– Inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15
(IPCA-15) referente a novembro – IBGE, às 9hs.
– Estoques de petróleo semanais dos EUA, às 13h30min.
– EUA: ata da reunião de política monetária finalizada em 2 de novembro –
Fed, 17hs.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
