Porto Alegre, 30 de outubro de 2017 – O plantio de soja da safra 2017/18
em Goiás não passa de 10 por cento da área prevista até agora em razão da
falta de chuvas, ante 25 por cento há um ano, e já “compromete” o milho de
segunda safra, que é semeado após a colheita da oleaginosa, afirmou nesta
segunda-feira a Aprosoja no Estado.
Conforme a associação de agricultores, toda a cadeia produtiva do milho,
considerado um carro-chefe para Goiás, pode ser prejudicada no próximo ano.
Isso porque a área destinada ao milho verão já será menor, e agora a
chamada “safrinha” também pode ficar exposta a condições climáticas não
tão favoráveis, já que sua janela de plantio se encerra em fevereiro.
“Estamos diminuindo a área de milho no verão e nós teremos uma
‘safrinha’ comprometida, porque mesmo sendo plantada, ela terá uma
produtividade menor”, disse o presidente da Aprosoja-GO, Bartolomeu Braz
Pereira, acreditando que isso pode ter impacto no mercado.
Goiás é o quarto maior produtor de milho na segunda safra do Brasil, de
acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com
produção de 7,56 milhões de toneladas em 2016/17.
A nota da Aprosoja afirma ainda que alguns produtores deverão plantar
menos milho segunda safra do que o planejado, porque muitos estariam menos
propensos a arriscar o plantio em áreas marginais, em condições climáticas
menos favoráveis.
Nos últimos dias, produtores de soja de Goiás têm acelerado o plantio
para evitar que as lavouras registrem queda no rendimento, com alguns buscando
ainda plantar o milho dentro de uma janela climática adequada, até fevereiro,
uma vez que o ciclo de desenvolvimento da soja até a colheita leva de 105 a 115
dias.
Em nota, a Associação dos Produtores de Soja e Milho em Goiás recomendou
que os produtores façam primeiro o plantio da soja para depois replanejar sua
safrinha.
A Aprosoja-GO diz que os produtores podem recorrer a culturas alternativas,
como sorgo, braquiária e feijão caupi, que podem ter menor custo de
produção, preços de venda relativamente atrativos ou ainda proporcionar
melhorias ao solo.
As informações partem da Reuters Brasil.
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
