Os preços da soja subiram nesta quinta-feira no mercado brasileiro, acompanhando a valorização da oleaginosa na Bolsa de Chicago e o avanço do dólar. O dia também foi de melhor movimentação por conta da reação nas cotações ao produtor.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 64,00 para R$ 65,00. Na região das Missões, o preço avançou de R$ 63,50 para R$ 64,50. No porto de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 68,50 para R$ 69,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 62,00 para R$ 62,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 69,00 para R$ 69,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 58,00 para R$ 59,50. Em Dourados(MS), a cotação subiu de R$ 56,00 para R$ 56,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 58,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais altos nesta quinta-feira. Seguindo o desempenho de outros mercados, monitorando o clima nos Estados Unidos e se posicionando frente ao relatório de área plantada norte-americana, que será divulgado amanhã pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os contratos fecharam em alta pela quinta sessão consecutiva.
A menor aversão ao risco no mercado financeiro, após o PIB americano ter superado a expectativa, provocou alta no petróleo e desvalorização do dólar frente a outras moedas, impulsionando as commodities.
Um dos destaques de hoje foi a alta de cerca de 5% do trigo, em meio às preocupações com o clima seco nos Estados Unidos. Mesmo que tenha fechado abaixo das máximas do dia, a soja ainda se sustentou no território positivo.
Para amanhã, atenções voltadas para os relatórios do USDA. O Departamento deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja próxima de 90 milhões de acres, com forte incremento sobre o ano anterior e também acima da projeção de intenção de plantio, divulgado em março. O relatório de área plantada será divulgado nesta sexta-feira, 30, às 13hs.
A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área próxima a 89,95 milhões de acres, superando os 83,433 milhões de acres
cultivados em 2016.
No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 89,482 milhões de acres.
O Departamento vai divulgar na sexta também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques próximos de 981 milhões de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 1,735
bilhão e em junho do ano passado os produtores tinham 872 milhões de bushels armazenados.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 1,50 centavo de dólar, equivalente a 0,16%, a US$ 9,15 1/2 por bushel. A posição agosto teve preço de US$ 9,20 3/4 por bushel, alta de 1,75 centavo ou
0,19%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo encerrou com baixa de US$ 0,20 (0,06%), sendo negociada a US$ 294,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho eram cotados a 32,42 centavos de dólar, alta de 0,30
centavo ou 0,93%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão com alta de 0,73%, cotado a R$ 3,3060 para compra e a R$ 3,3080 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2720 e a máxima de R$ 3,3160.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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