MERCADO: Milho teve dia parado diante de câmbio e soja

         O mercado brasileiro de milho terminou a semana caracterizado pela lentidão nos negócios. Um dos motivos é por hoje ser sexta-feira, dia costumeiramente parado. A outra razão foi o real valorizado, que fez com que o produtor de milho recuasse sua intenção de venda. “Isso também travou os negócios relativos à safrinha”, declarou o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

      O fato também afetou os negócios no porto. Em geral, o foco ainda permanece na colheita e armazenagem da soja. Para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá ficou em recuo, a R$ 30/31,00 contra R$ 30,50/31,50 a saca de ontem. No Porto de Santos, preço em desvalorização também, a R$ 31/32,00 contra R$ 31,50/32,50 de ontem. No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou inalterada, a R$ 25,50/26,00. Em São Paulo, o preço esteve em estabilidade, a R$ 27/28,00, na Mogiana. Em Campinas CIF, cotação inalterada, a R$ 29/29,50.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou inalterado, a R$ 27/28,00, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia com estabilidade, a R$ 28,50/29,30. Em Goiás, preço a R$ 25/26,26,20 contra R$ 25/26,00 de ontem, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço inalterado, a R$ 19/20,00, em Rondonópolis.

       CBOT

       A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações de hoje com preços acentuadamente mais altos. O mercado foi sustentado pelo indicativo de corte na área de milho a ser plantada nos Estados Unidos, que foi projetada pela consultoria Informa em 88,5 milhões de acres. No ano passado, o país cultivou 90,6 milhões de acres. 

    Os investidores avaliaram também a boa alta do petróleo, após seguidas sessões em queda, o que favorece o cereal em torno de uma maior competitividade para o etanol frente à gasolina. A desvalorização do dólar frente a outras moedas correntes, fator que torna as commodities estadunidenses mais competitivas no cenário internacional, completa o cenário positivo aos preços.

    Os contratos milho com entrega em maio de 2015 fecharam cotados a US$ 3,85 com alta de 11,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição junho finalizou cotada a US$ 3,92 3/4 por bushel, ganho de 11,25 centavos de dólar.

      Câmbio

       O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 2,00%, cotado a R$ 3,2280 na compra e a R$ 3,2300 na venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2020 e a máxima de R$ 3,3170.