Porto Alegre, 23 de novembro de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve
um início de semana travado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz
Fernando Roque, houve apenas negócios isolados no mercado disponível do Rio
Grande do Sul. A movimentação foi pouco relevantes. Conforme Roque, a queda
na Bolsa de Chicago, no início do dia, retirou os agentes do mercado.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 80,00 para R$ 78,50. Na
região das Missões, o preço recuou de em R$ 79,50 para R$ 78,00. No porto de
Rio Grande, as cotações caíram em R$ 81,50 para R$ 80,00 a saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 74,00 para R$ 75,00. No porto
de Paranaguá (PR), a cotação avançou de R$ 80,00 para R$ 81,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 68,50 para R$ 68,00. Em Dourados
(MS), a cotação estabilizou em R$ 72,00. Em Rio Verde (GO), a saca valorizou
de R$ 73,00 para R$ 74,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. Após atingir os menores
níveis em mais de seis anos, o mercado mudou de direção na parte final da
sessão, encerrando no território positivo.
Sinais de que a demanda segue aquecida pela soja americana garantiram a
reversão. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
anunciou a troca de destinos de uma operação envolvendo 251 mil toneladas,
passando de destinos não revelados para China.
As inspeções de exportação dos Estados Unidos também ficaram em
elevado patamar, atingindo 1,853 milhão de toneladas. Estes dois fatores
suplantaram a pressão exercida pelo cenário fundamental de ampla oferta
mundial da commodity.
A vitória de Mauricio Macri na eleição presidencial argentina ajudou a
pressionar o mercado na maior parte da sessão. Macri deve retirar os impostos
sobre as exportações. Além disso, a perspectiva é de adoção de um câmbio
flutuante, o que deverá resultar em desvalorização do peso e ampliação dos
embarques argentinos.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro subiram 6,75 centavos
de dólar, a US$ 8,64 1/4 por bushel. A posição março tinha cotação de US$
8,66 1/4 por bushel, baixa de 5,75 centavos de dólar.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$
2,30, sendo negociada a US$ 285,30 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em dezembro registravam preço de 27,91 centavos de dólar, ganho de
0,01 centavo ante o fechamento anterior.
Cenário técnico
O mercado futuro de soja perdeu o fundo aparente de US$ 8,50 o bushel para
janeiro na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) durante o dia, o que acelerou
as ordens de venda e deu intensidade ao movimento de baixa.
Segundo SAFRAS & Mercado, os sinais de sobrevenda podem segurar um pouco
as perdas, mas o mercado é tecnicamente fraco. Assim, cuidado com deslize
abaixo de 8,45 bushel, pois pode acelerar a queda em direção à importante
referência de US$ 8,40 bushel. Para reverter esse movimento, é preciso
recuperar a linha de 8,50 o bushel. Isso daria ânimo para buscar o patamar
gráfico de 8,67 bushel.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,91%,
cotado a R$ 3,7330 para compra e a R$ 3,7350 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7060 e máxima de R$ 3,7380.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
