Porto Alegre, 09 de novembro de 2020 – O dólar comercial fechou com ligeira queda de 0,03% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3860 para venda, em sessão de forte volatilidade e amplitude da moeda com investidores reagindo ao resultado da eleição dos Estados Unidos, com a vitória do democrata Joe Biden, às notícias sobre avanços em testes de vacinas. Mas a correção local e no exterior refletiu em forte oscilação na reta final dos negócios. Com isso, a moeda engatou o quarto pregão seguido de sinal negativo.
Diante do forte otimismo global com a eleição de Biden, as divisas de países emergentes abriram a sessão com ganhos expressivos ante o dólar, no qual o real acompanhou o movimento. Aqui, a moeda estrangeira chegou a operar nas mínimas de R$ 5,22, com 3% de queda.
“Influenciado pelo exterior após a vitória de Biden e com notícias dos avanços da vacina contra o covid-19 da Pfizer, aumentando ainda mais o apetite por risco dos investidores”, comenta o gerente de mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek.
O candidato à vacina contra o novo coronavírus das empresas Pfizer e BioNTech funcionou melhor do que o esperado, e provou ser mais de 90% eficaz em prevenir a covid-19 em participantes sem evidências de infecções anteriores pelo vírus.
À tarde, porém, a moeda inverteu o sinal e renovou máximas acima de R$ 5,42, em movimento de recomposição de posições defensivas após a moeda ter ficado “barata”, ressalta Esquelbek. O economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, destaca que, além de ficar barata, não há motivos para o dólar se manter na margem entre R$ 5,20 e R$ 5,30 diante dos problemas domésticos com o cenário fiscal fragilizado.
“Não há nenhuma notícia local que ajude a sustentar o dólar mais baixo”, diz. Amanhã, com a agenda de indicadores mais fraca, Ortiz acrescenta que o mercado ainda deverá reagir ao resultado da eleição dos Estados Unidos e que o viés altista segue no radar, podendo se concretizar amanhã. “O real teve uma valorização [-6,11%] exagerada na semana passada. Está havendo correção”, avalia.
As informações partem da Agência CMA.
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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