Porto Alegre, 08 de dezembro de 2021 – O dólar comercial fechou em R$ 5,5350, com queda de 1,49%. O avanço significativo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, em um acordo selado entre Câmara e Senado, além da diminuição da preocupação global com a variante Ômicron, derrubaram a moeda norte-americana.
Segundo o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio Leal, “com a sensação de estar perto de resolver, têm-se a impressão de que se tirou o ‘bode da sala'”. O economista, porém, não acredita que mesmo com este alívio a moeda fique abaixo dos R$ 5,50, já que existe a possibilidade de antecipação do aumento dos juros nos Estados Unidos, para o próximo semestre, fortalecendo o dólar.
Quanto à nova cepa, Leal mostra confiança: “Está ficando mais claro que a Ômicron é menos letal, apesar de mais contagiosa que as variantes anteriores, além das vacinais atuais que estão se mostrando eficientes”, pontua.
Para o economista da Tendências Consultoria, Sílvio Campos, “o ambiente externo tranquilo, com diminuição das preocupações com a Ômicron, favorecem as moedas emergentes”.
Campos também acredita que o fortalecimento do real está intimamente ao aparente desfecho dos precatórios: “Isso é efeito do acordo entre Câmara e Senado. Não que seja algo a ser comemorado, mas as incertezas diminuem, mitigando as chances do surgimento de algo ainda pior”, pontua. O economista ressalta que a quebra do teto já foi precificada e que o próximo a ser debatido é o orçamento de 2022.
De acordo com boletim da Ajax Capital, “as atenções se voltam ao Comitê de Política Monetária (Copom) e dados de Varejo. Ainda assim, as ações podem continuar a refletir positivamente o acordo dos Precatórios”.
Na noite desta terça, em comunicado conjunto, os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, anunciaram acordo dos pontos em comum da PEC dos Precatórios, e que deverá promulgada ainda hoje.
Por outro lado, o Varejo apresentou leve retração, caindo -0,1% em outubro em relação a setembro. Já a grande maioria do mercado aposta em um aumento de 1,5 pono percentual (pp) da Selic, sendo um valor fora disso uma surpresa.
As informações partem da Agência CMA.
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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