CÂMBIO: Dólar diminui ritmo, mas continua em alta impactado por IOF

    Porto Alegre, 17 de setembro de 2021 – Embora tenha perdido intensidade, o dólar continua subindo. O mercado enxergou de modo negativo o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), colocando em xeque a política fiscal brasileira.

   Segundo o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio Leal, “no mundo perfeito, as soluções seriam outras, mas a situação política e econômica no Brasil é tudo, menos a ideal”. O economista disse que, dentre as opções – como abrir um crédito “gigantesco” -, o aumento no IOF “não é das piores”.

    Na visão do economista, existe um “certo exagero” no câmbio: “O mercado está num viés tão ruim que qualquer notícia é negativa”, avalia Leal. O economista, porém, acredita que este aumento foi uma surpresa para o mercado.

   “Um pedaço do IOF também será utilizado para cobrir a isenção de PIS e COFINS da importação de milho, que é a base para a ração animal. Isso pode frear o aumento dos preços do complexo de proteínas para estes animais”, pontua Leal.

    De acordo com o head de análises da Top Gain, Leonardo Santana, “o câmbio não deve cair muito, ficando na faixa entre R$ 5,24 e R$ 5,29. Hoje é um dia tranquilo no mercado, que deve ter baixa volatilidade”.

   Santana acredita que o dólar fica entre duas forças: “o fluxo cambial veio novamente positivo, forçando o câmbio para baixo, enquanto as notícias domésticas puxam o dólar para cima”, explica.

    Por volta das 14h35 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,49%, cotado a R$ 5,2920 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em outubro de 2021 avançava 0,71%, cotado a R$ 5.303,00.

     As informações são da Agência CMA.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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