MERCADO SOJA: Alta de Chicago pós USDA sustenta preços domésticos

    Porto Alegre, 10 de setembro de 2021 – Os preços da soja subiram na maior parte das praças de comercialização do país nesta sexta, acompanhando a alta de Chicago pós relatório do USDA e a valorização do dólar. Houve registro de negócios principalmente na região Sul, mas com volumes moderados.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 171,00 para R$ 171,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 170,00 para R$ 170,50. No porto de Rio Grande, o preço aumentou de R$ 175,00 para R$ 175,50.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 171,50 para R$ 171,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 176,00 para R$ 175,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca aumentou de R$ 169,00 para R$ 170,00. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 160,00 para R$ 161,00. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 162,00 para R$ 164,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. Apesar do relatório baixista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indícios de maior demanda ajudaram na recuperação técnica de hoje, que diminuiu a queda semanal para 0,42% na posição novembro.

    O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,374 bilhões de bushels em 2021/22, o equivalente a 119,04 milhões de toneladas. O mercado esperava safra de 4,363 bilhões ou 118,74 milhões. Em agosto, a indicação era de 4,339 bilhões de bushels ou 118,08 milhões de toneladas.

   A produtividade foi elevada de 50 bushels por acre para 50,6 bushels, enquanto o mercado estimava 50,3 bushels por acre.

   Os estoques finais estão projetados em 185 milhões de bushels ou 5,03 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 178 milhões ou 4,84 milhões de toneladas. No mês passado, os estoques finais estavam estimados em 155 milhões de bushels ou 4,22 milhões de toneladas.

    O USDA indicou esmagamento em 2,180 bilhões de bushels e exportação de 2,090 bilhões. Em agosto, os números eram de 2,205 bilhões e 2,055 bilhões, respectivamente.

    Em relação à temporada 2020/21, o USDA elevou a previsão para os estoques de passagem de 160 milhões de bushels para 175 milhões – de 4,54 milhões para 4,76 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 166 milhões de bushels ou 4,52 milhões de toneladas.

   O USDA projetou safra mundial de soja em 2021/22 de 384,42 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 98,89 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 96,9 milhões de toneladas. Em agosto, o USDA indicou produção de 383,63 milhões e estoques de 96,15 milhões de toneladas.

    A projeção do USDA aposta em safra americana de 119,04 milhões de toneladas, contra 118,08 milhões do relatório anterior. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 144 milhões de toneladas. A safra da Argentina está estimada em 52 milhões de toneladas. As importações chinesas deverão ficar em 101 milhões de toneladas.

   Para a temporada 2020/21, a estimativa para a safra mundial ficou em 363,27 milhões de toneladas. Os estoques de passagem estão projetados em 95,08 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 92,5 milhões de toneladas.

    A produção do Brasil foi mantida em 137 milhões. Já a safra argentina ficou em 46 milhões de toneladas. A previsão para as importações chinesas foi elevada de 97 milhões para 99 milhões de toneladas.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.471.900 toneladas na semana encerrada em 2 de setembro. A China liderou as importações, com 764.000 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 1 milhão e e 1,6 milhão de toneladas.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 16,00 centavos de dólar por bushel ou 1,25% a US$ 12,86 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,94 3/4 por bushel, com ganho de 16,00 centavos ou 1,25%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 4,60 ou 1,36% a US$ 342,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 55,99 centavos de dólar, perda de 0,20 centavo ou 0,35%.

     Câmbio

    O dólar comercial fechou em R$ 5,2670, com alta de 0,76%. O começo da sessão apresentou volatilidade, mas no período da tarde a moeda norte-americana guinou para uma sólida alta. A euforia vista ontem nos mercados, após a nota do presidente Jair Bolsonaro, se dissipou a e hoje o dólar voltou a prevalecer ante o real.

   

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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