Porto Alegre, 3 de setembro de 2021 – Os preços da soja subiram nesta sexta nas principais praças do país, acompanhando os ganhos do contrato futuro em Chicago. O dólar teve um dia volátil. O produtor segue afastado e apostando em preços melhores. A movimentação seguiu lenta.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 164,00 para R$ 166,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 163,00 para R$ 165,00. No porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 167,00 para R$ 169,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 166,50 para R$ 168,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 170,00 para R$ 172,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca aumentou de R$ 164,00 para R$ 165,50. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 155,00 para R$ 156,00. Em Rio Verde (GO), a saca aumentou de R$ 160,00 para R$ 162,00.
Comercialização
A comercialização da safra 2020/21 de soja do Brasil envolve 85,9% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 3 de setembro. No relatório anterior, com dados de 6 de agosto, o número era de 81,9%.
Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 97,9% e a média de cinco anos para o período é de 88,5%. Levando-se em conta uma safra estimada em 137,19 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 117,84 milhões de toneladas.
No período, a comercialização evoluiu um pouco melhor, mas o total negociado da safra 20/21 ficou abaixo do percentual de igual período do ano passado e da média para o período. Os produtores seguem retraídos, negociando apenas o necessário durante os melhores momentos. A aposta é de melhora no último trimestre do ano.
As vendas antecipadas da safra 2021/22 estão atrasadas na comparação com o ano passado, mas acima da média de cinco anos. Levando-se em conta uma safra de 142,24 milhões de toneladas, SAFRAS estima uma comercialização antecipada de 25,6%, envolvendo 36,34 milhões de toneladas. No início de agosto, o número era de 23,7%
Em igual período do ano passado, o número era de 49,3% e a média dos últimos cinco anos é de 24,9%.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. Sinais de demanda aquecida e um movimento de correção garantiram a elevação, reduzindo as perdas acumuladas na semana. A posição novembro caiu 2,36% no período.
Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nova venda por parte de exportadores privados. Foram 130 mil toneladas para a China, com entrega em 2021/22.
Com a venda, os agentes aproveitaram para posicionar suas carteiras, diante do final de semana prolongado. Segunda é feriado nos Estados Unidos – Dia do Trabalho – e não haverá sessão em Chicago.
A recuperação foi novamente limitada pelas projeções de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas e pela perspectiva de atraso nos embarques ainda em decorrência das perdas causadas na logística após a passagem do furacão Ida.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 8,75 centavos de dólar por bushel ou 0,68% a US$ 12,92 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,01 1/4 por bushel, com ganho de 9,75 centavos ou 0,75%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,00 ou 0,29% a US$ 341,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 59,00 centavos de dólar, ganho de 0,21 centavo ou 0,35%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,1850 para venda e a R$ 5,1830 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1320 e a máxima de R$ 5,1960.
Agenda de segunda
– Feriado nos EUA – Dia do Trabalho.
– O BC divulga às 8h30min o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.
– Atualização das estimativas de safra de milho, soja e algodão do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.
– Balança comercial da primeira semana de setembro – Ministério da Economia, 15hs.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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