MERCADO SOJA: Preços despencam no Brasil, seguindo Chicago

    Porto Alegre, 17 de junho de 2021 – Os preços da soja desabaram nesta quinta nas principais praças do país, acompanhando o derretimento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. As cotações internas foram caindo gradualmente até afastar completamente os negociadores do mercado. Não houve negócios e os referenciais são apenas nominais.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 157,00 para R$ 147,00. Na região das Missões, a cotação caiu de R$ 156,00 para R$ 146,00. No porto de Rio Grande, o preço recuou de R$ 161,50 para R$ 152,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço despencou de R$ 154,50 para R$ 146,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 160,00 para R$ 152,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 150,00 para R$ 142,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 146,00 para R$ 139,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 153,00 para R$ 142,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em forte baixa. O grão despencou cerca de 8%. O óleo baixou quase 10% e o farelo caiu 5%, pressionados pela onda de vendas por parte de fundos e especuladores no mercado de commodities nesta quinta.

   A possibilidade dos Estados Unidos elevarem as taxas básicas de juros, sinalizada ontem pelo Federal Reserve, fez os investidores buscarem apostas mais seguras, como o dólar, e se desfazerem de posições no mercado de commodities, temendo os impactos inflacionários. O dólar disparou, trazendo temores de perda de competitividade dos produtos agrícolas americanos.

   O resultado das exportações semanais americanas abaixo do esperado para soja, milho e trigo reforçou o sentimento de que os preços elevados estariam prejudicando a demanda. Além disso, a China anunciou que vai tomar medidas para monitorar de perto os preços internos e o temor é de uma queda na demanda.

    Esse movimento de vendas técnicas e especulativas se somou a um cenário já negativo em termos fundamentais e que atingiu Chicago nas últimas oito sessões. Os boletins continuam indicando condições climáticas favoráveis às lavouras americanas. Há ainda o temor que o governo americano alivie as medidas regulatórias no biodiesel, determinando uma diminuição na mistura e uma queda na procura.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 118,75 centavos de dólar por bushel ou 8,19% a US$ 13,29 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,95 por bushel, com perda de 107,00 centavos ou 7,63%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo caiu US$ 17,70 ou 4,66% a US$ 361,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 56,57 centavos de dólar, perda de 5,50 centavos ou 8,86%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,71%, sendo negociado a R$ 5,0240 para venda e a R$ 5,0220 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0090 e a máxima de R$ 5,0760.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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