MERCADO SOJA: Preços iniciam o dia em alta, mas negócios perde força

   Porto Alegre, 7 de junho de 2021 – O mercado brasileiro de soja apresentou dois comportamentos nesta segunda, acompanhando a sinalização de Chicago. Com a alta inicial dos contratos futuros, os preços subiram e ouve registro de negócios envolvendo pequenos lotes. Mas com as primeiras posições voltando na parte da tarde, os negociadores se retraíram, os preços caíram e a comercialização travou.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 169,00 para R$ 168,50. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 168,00 para R$ 167,50. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 173,50 para R$ 172,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 169,00 para R$ 167,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 174,00 para R$ 172,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 165,00. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 161,00 para R$ 159,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 167,00 para R$ 166,00.

     Oferta e demanda

    As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 86 milhões de toneladas em 2021, acima dos 82,97 milhões projetados para 2020. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

   SAFRAS indica esmagamento de 46,7 milhões de toneladas em 2021 e de 46,85 milhões de toneladas em 2020, representando estabilidade. SAFRAS indica importações de 600 mil toneladas em 2021, com recuo de 27%. 5

    Em relação à temporada 2021, a oferta total de soja deverá subir 3%, passando para 140,62 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 136,1 milhões de toneladas, crescendo 2% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão subir 60%, passando de 2,83 milhões para 4,52 milhões de toneladas.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mistos. As primeiras posições recuaram por realização de lucros e os contratos da safra nova subiram em meio à previsão de clima seco no Meio Oeste dos Estados Unidos.

    As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 237.108 toneladas na semana encerrada no dia 3 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 200 mil toneladas.

   Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 194.131 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado for a de 274.052 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 56.676.447 toneladas, contra 35.795.706 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

   Logo mais, o USDA vai divulgar os dados de evolução das lavouras. O mercado aposta em plantio chegando em 92% até 6 de junho, contra 84% da semana passada. Além disso, o Departamento deverá indicar 70% das lavouras em boas a excelentes condições.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 23,50 centavos de dólar por libra-peso ou 1,48% a US$ 15,60 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 15,22 1/4 por bushel, com perda de 15,25 centavos ou 0,99%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo recuou US$ 9,30 ou 2,34% a US$ 386,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 70,83 centavos de dólar, perda de 0,51 centavo ou 0,71%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,0370 para venda e a R$ 5,0350 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0190 e a máxima de R$ 5,0700.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Copyright 2021 – Grupo CMA