São Paulo, 19 de março de 2021 – O dólar comercial acelerou as perdas frente ao real e recua mais de 1%, renovando mínimas sucessivas abaixo de R$ 5,50, reagindo à um fluxo de entrada de recurso estrangeiro na bolsa brasileira, a B3, levando o real ao melhor desempenho da sessão entre as moedas de países emergentes, que também sobem ante o dólar. Contudo, o rendimento das taxas futuras de juros dos títulos do governo norte-americano, as treasuries, segue em alta e o vencimento de 10 anos (T-Note) opera a 1,73%.
“Uma entrada de fluxo estrangeiro na bolsa pegou no dólar, relegando o avanço das treasuries lá fora. O Banco Central [BC] fez um leilão de linha com compromisso de rolagem, mas não fez preço”, reforça o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik.
O BC realizou mais cedo o leilão de venda de dólares com compromisso de recompra, conhecido como leilão de linha, de até US$ 2,150 bilhões. Foram colocados no mercado US$ 1,750 bilhão.
Lá fora, as treasuries inverteram o sinal e passaram a subir após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciar que o programa de alívio emergencial de capital para grandes bancos acabará no dia 31, conforme já programado.
Às 12h05 (de Brasília), o dólar à vista recuava 1,32%, negociado a R$ 5,4930 para venda, após renovar mínimas sucessivas a R$ 5,4830 (-1,51%). O contrato para abril caía 1,22%, a R$ 5,4960. Lá fora, o Dollar Index subia 0,24%, aos 92,081 pontos, enquanto o vencimento de 10 anos (T-Note) das treasuries subia a 1,73%. As principais moedas de países emergentes se valorizavam ante o dólar, com o peso mexicano em alta de 0,1% e a lira turca subia 1%.
