Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana, com destaque para os fatores que impactam sobre a demanda pela soja dos EUA. As dicas são do analista de soja de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.
– Na próxima semana, as atenções seguirão voltadas à estes fatores ligados à demanda pela soja dos EUA e produção da América do Sul. O dólar também segue em foco. Na CBOT, o suporte para o contrato spot (maio/15) fica em US$ 9,60 por bushel, enquanto a resistência fica em US$ 10,00 por bushel.
– O mercado brasileiro de soja na semana encerrada em 19 de março teve mais uma semana com movimentação razoável na maior parte das praças de negociação do país, com preços. A disparada do dólar anima a ponta vendedora que volta a operar forte no mercado, com preços mais favoráveis. Bons volumes foram movimentados ao longo do período. O ritmo de comercialização volta a acelerar.
– A base do mercado de lotes em Rondonópolis fechou a R$ 61,00/60 kg, com alta de 0,33% frente à cotação de R$ 60,80 da última sexta-feira, dia 13 (R$ 60,00 em 2014). Em Paranaguá, a base ficou em R$ 71,00, estável frente à cotação da última sexta-feira (R$ 73,00 em 2014).
– A base de compra do prêmio para abril/15 em Paranaguá ficou em +US$ 40 cents/bushel, mais firme frente à semana anterior, mas apenas teórico, sem ofertas. Para maio/15, a base de compra do prêmio ficou em +US$ 38 cents/bushel. A taxa de câmbio teve novamente uma forte alta, passando de R$ 3,2258 para R$ 3,2635.
– No mercado externo, a semana terminou novamente mista, mas desta vez com perdas no grão e no farelo e ganhos no óleo. No acumulado do período, com o fechamento do dia 19 na CBOT, as posições spot registraram quedas de 0,67% no grão e 5,53% no farelo, e alta de 1,42% no óleo.
– Os agentes trabalharam ao longo da semana ajustando posições frente à demanda pela soja norte-americana, valorização do dólar frente a outras moedas mundiais e evolução da colheita e consolidação da safra na América do Sul.
– Os players do mercado estão atentos à sinais de enfraquecimento da demanda pela soja dos EUA em um cenário de deslocamento da demanda mundial para a América do Sul. Tal fator tende a diminuir o ritmo de exportações norte-americanas, que podem ser reduzidas nas próximas semanas.
– Outro fator que pesa sobre tal deslocamento é a alta do dólar frente à outras moedas, tornando a soja norte-americana menos competitiva, ou “mais cara” no mercado internacional. Tal fator pode acelerar o movimento sazonal de deslocamento do apetite mundial para a oferta de soja sul-americana. Além disso, a consolidação da safra brasileira em meio à boa evolução dos trabalhos de colheita e estabilização das produtividades também pesa sobre o mercado. No lado argentino, a safra se desenvolve bem e não deveremos ter surpresas.
