SOJA: Preços recuam no Brasil, seguindo queda em Chicago

    Porto Alegre, 30 de novembro de 2020 – A forte queda dos contratos futuros em Chicago fizeram com que os preços domésticos recuassem no mercado brasileiro de soja. O dólar apresentou instabilidade e teve pouco impacto na formação dos preços. Poucos negócios foram realizados.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 153,00 para R$ 151,00. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 152,00 para R$ 150,00. No porto de Rio Grande, o preço recuou de R$ 156,00 para R$ 152,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 162,00 para R$ 155,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 155,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 165,00 para R$ 163,00. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 158,00 para R$ 157,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 178,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. Na última sessão do mês, as sanções econômicas americanas à China, anunciadas hoje, aprofundaram as perdas.

   O dia foi de posicionamento de carteiras, o que é normal no final do mês, e uma correção era esperada, com fundos e especuladores realizando lucros. O retorno das chuvas nas regiões produtoras da América do Sul contribuiu para a retração.

   O balanço do mês foi muito positivo. A posição janeiro subiu mais de 11%, com base em fatores fundamentais – aperto nos estoques americanos, boa demanda pela soja dos EUA pela China e preocupação com o clima seco no Brasil e na Argentina – e também com um cenário predominantemente de menor aversão ao risco no mercado financeiro, com a vitória de Joe Biden na eleição americana e notícias de avanço sobre a vacina para a Covid-19.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.036.484 toneladas na semana encerrada no dia 26 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 2 milhões de toneladas.

   Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 2.233.630 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado for a de 1.576.703 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 26.679.446 toneladas, contra 15.971.911 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 23,25 centavos de dólar por libra-peso ou 1,95% a US$ 11,68 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,69 1/2 por bushel, com perda de 23,25 centavos ou 1,94%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo recuou US$ 5,40 ou 1,35% a US$ 393,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 37,88 centavos de dólar, baixa de 0,82 centavo ou 2,11%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,3480 para venda e a R$ 5,3460 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2800 e a máxima de R$ 5,4000.

    No mês de novembro, o dólar acumulou queda de 6,81% ante o real, a maior baixa percentual mensal desde outubro de 2018.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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