MERCADO SOJA: Sem negócios, preços recuam em algumas praças do país

    Porto Alegre, 9 de novembro de 2020 – O mercado brasileiro de soja teve uma segunda de poucos negócios e com o registro de quedas consistentes nos preços em algumas regiões. Em dia de dólar volátil e de Chicago firme, os produtores continuaram focados no plantio, deixando a comercialização em um segundo plano.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 175,00 para R$ 174,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 175,00 para R$ 174,00. No porto de Rio Grande, o preço ficou em R$ 171,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu em R$ 175,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 156,00 para R$ 162,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 178,00 para R$ 175,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 179,00. Em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 178,00 para R$ 173,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em alta. A demanda firme pela soja americana, a preocupação com o clima seco no Brasil e o cenário financeiro de otimismo colocaram as cotações nos melhores patamares em quatro anos, mas os contratos encerraram abaixo das máximas do dia.

    O mercado iniciou o dia absorvendo as altas das bolsas de valores internacionais e do petróleo, que refletiam a confirmação da vitória de Joe Biden nas eleições americanas e também de notícias promissoras sobre as vacinadas para o coronavírus.

    Ao clima de menor aversão ao risco, se soma o quadro fundamental, com demanda aquecida pela soja americana e preocupações com o clima seco no Brasil, principalmente na região sul, que poderia comprometer o avanço do plantio. Os agentes também se posicionam frente ao relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.496.308 toneladas na semana encerrada no dia 5 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 2,1 milhões de toneladas.

   Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 2.389.742 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado for a de 1.348.193 toneladas. Exportadores privados americanos anunciaram ainda a venda de 123 mil toneladas para destinos não revelados.

    O Departamento reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21. O relatório de novembro do Departamento será divulgado amanhã, às 14hs. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,253 bilhões de bushels. Em outubro, o número era de 4,268 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels.

   Para os estoques de passagem, a aposta é de 239 milhões de bushels para 2020/21. Em setembro, o número ficou em 290 milhões. A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 87,6 milhões de toneladas, contra 88,7 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 93,8 milhões para 93,1 milhões de toneladas.

    Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 9,00 centavos de dólar por libra-peso ou 0,81% a US$ 11,10 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,08 3/4 por bushel, com ganho de 9,50 centavos ou 0,86%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,70 ou 0,44% a US$ 384,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 35,48 centavos de dólar, alta de 0,14 centavo ou 0,39%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,3860 para venda e a R$ 5,3840 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2260 e a máxima de R$ 5,4270.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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