Porto Alegre, 6 de outubro de 2020 – Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos no Brasil nesta terça. Com demanda localizada, algumas praças voltaram a atingir ou romper a casa de R$ 160,00. Dólar e Chicago em alta ajudaram na sustentação.
O ritmo dos negócios, entretanto, segue limitado. Houve negócios isolados para 2020/21 nos portos de Paranaguá e Rio Grande. Em Minas, houve registro de negócio isolado no spot.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 157,00 para R$ 158,00. Na região das Missões, a cotação também avançou de R$ 157,00 para R$ 158,00. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 151,00 para R$ 153,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço saltou de R$ 156,00 para R$ 160,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 150,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca pulou de R$ 158,00 para R$ 162,00. Em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 157,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 155,00.
Line-up
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica volume de 2,239 milhões de toneladas de soja em grão para outubro, conforme levantamento realizado por SAFRAS & Mercado. Até o momento, já foram 192,664 mil toneladas. Em setembro, foram embarcadas 3,946 milhões de toneladas. Ainda não há volumes programados para novembro.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em forte alta, mas abaixo das máximas do dia. O clima seco e o atraso no plantio da safra brasileira garantiram a sustentação dos preços.
Com a semeadura sendo adiada nas principais regiões produtoras do Brasil, o mercado já trabalha com aumento no período de demanda firme pela soja dos Estados Unidos. Agentes calculam que a safra brasileira, que geralmente chega ao mercado em janeiro, pode ter atraso de um mês.
A demanda segue firme pela oleaginosa dos Estados Unidos. Hoje os exportadores privados venderam mais 154.400 toneladas para destinos não revelados. Essa combinação de fatores fez os contratos baterem no melhor nível desde abril de 2018 no gráfico contínuo na máxima do dia.
O mercado também está se posicionando frente aos dados do USDA. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos deverá reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21. O relatório de outubro do Departamento será divulgado às 13hs da sexta.
Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,292 bilhões de bushels. Em setembro, o número era de 4,313 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, a aposta é de 360 milhões de bushels para 2020/21. Em setembro, o número ficou em 460 milhões.
A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 90,9 milhões de toneladas, contra 93,6 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 96 milhões para 94,7 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 22,50 centavos de dólar por libra-peso ou 2,20% a US$ 10,44 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,45 por bushel, com ganho de 20,50 centavos ou 2%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 9,50 ou 2,74% a US$ 355,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 33,09 centavos de dólar, alta de 0,53 centavo ou 1,62%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,5980 para venda e a R$ 5,5960 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4840 e a máxima de R$ 5,6180.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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