Porto Alegre, 17 de março de 2015 – Acompanhe, abaixo, o resumo das
operações da Bolsa d Mercadorias de Chicago (CBOT) na sessão do último dia
útil:
SOJA: a soja encerrou a segunda-feira com preços mais baixos. O mercado
segue sendo pressionado pela perspectiva de queda na demanda por produto
americano. A firmeza do dólar frente a outras moedas e a baixa do petróleo no
mercado internacional reforçaram hoje o sentimento de deslocamento da procura
mundial da oleaginosa. Com a evolução da colheita na América do Sul, a
tendência é que os compradores passem a fazer aquisições mais maciças no
Brasil e na Argentina, em detrimento da commodity norte-americana. As inspeções
de exportação norte-americana de soja chegaram a 583.944 toneladas na semana
encerrada no dia 12 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as
inspeções haviam atingido 625.713 toneladas. No ano passado, em igual
período, o total fora de 950.885 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado
em 1 de setembro, as inspeções estão em 43.132.270 toneladas, contra
38.923.299 toneladas no acumulado do ano-safra anterior. A Associação
Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o
esmagamento de soja atingiu 147 milhões de bushels em fevereiro. O número
ficou abaixo do registrado em janeiro, de 162,7 milhões. O mercado apostava em
número de 146,6 milhões de bushels. Os contratos da soja em grão com entrega
em maio fecharam com baixa de 4,75 centavos de dólar, a US$ 9,69 1/4 por
bushel. A posição julho teve cotação de US$ 9,73 3/4 por bushel, perda de
4,25 centavos.
MILHO: o milho fechou as operações com preços mais baixos. Vários fatores
contribuíram para pressionar os negócios, como o fraco desempenho das
inspeções de exportação de milho norte-americano, a valorização do dólar
frente a outras moedas, como o euro, fator que tira a competitividade das
commodities estadunidenses no mercado internacional e os baixos do petróleo,
que interferem na demanda por milho e soja para a fabricação de etanol e
biodiesel, respectivamente. As inspeções de exportação norte-americana de
milho chegaram a 735.311 toneladas na semana encerrada no dia 12 de março,
conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, haviam atingido 1.180.784 toneladas.
Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 976.742 toneladas.
No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam
20.502.713 toneladas, contra 19.925.971 toneladas no acumulado do ano-safra
anterior. Os contratos milho com entrega em maio de 2015 fecharam cotados a
US$ 3,79 com baixa de 1,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.
A posição junho finalizou cotada a US$ 3,87 por bushel, recuo de 1,00 centavos
de dólar.
TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços acentuadamente mais altos. O
mercado manteve o tom positivo da semana passada, quando o USDA indicou
estoques finais americanos bem aquém do esperado pelo mercado, além de
vendas líquidas semanais positivas. As inspeções de exportações dessa semana
também indicaram melhora na demanda e impulsionaram os preços. As inspeções
de exportação norte-americana de trigo chegaram a 519.592 toneladas na semana
encerrada no dia 12 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as
inspeções de exportação de trigo haviam atingido 376.210 toneladas. Em igual
período do ano passado, o total inspecionado fora de 496.396 toneladas. Os
contratos com entrega em maio de 2015 fecharam negociados a US$ 5,14 por
bushel, alta de 12,00 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. Os
contratos com entrega em junho fecharam negociados a US$ 5,16 1/2 por bushel,
com ganho de 13,25 centavos em relação ao fechamento anterior.
Revisão: Carine Lopes (carine@safras.com.br) – Agência SAFRAS
