MERCADO: Alta do dólar garante movimentação e sustenta soja no Brasil

Porto Alegre, 13 de março de 2015 – O mercado brasileiro de soja teve
mais um dia positivo de negócios e preços nesta sexta-feira, encerrando uma
semana bem mais movimentada. Mesmo com Chicago recuando, a forte alta do
dólar comercial garantiu a movimentação.

“Houve negócios em todas as regiões, mas os volumes significativos se
concentraram no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul”, aponta o analista de
SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque. Ele ressalvou, no entanto, que o
comprador mostrou um pouco mais de cautela, em decorrência da elevação dos
referenciais.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 67,00 para R$ 67,50.
Na região das Missões, o preço passou de de R$ 65,50 para R$ 67,00. No porto
de Rio Grande, as cotações subiram de R$ 71,00 para R$ 721,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca avançou de R$ 65,00 para R$
65,50. No porto de Paranaguá (PR), a cotação subiu ficou em R$ 71,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 59,30 para R$ 60,80. Em
Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 58,00 para R$ 59,00. Em Rio Verde
(GO), a saca passou de R$ 62,00 para R$ 63,50.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. A firmeza do dólar
frente a outras moedas compromete a demanda pelo produto americana, o que
pressionou o mercado.

O dólar registra os níveis mais altos em 12 anos frente ao euro, tirando
a competitividade dos produtos agrícolas de exportação dos Estados Unidos. A
baixa do petróleo em Nova York também pesou sobre os contratos, por torna
menos atrativa a produção de biodiesel, também prejudicando a procura pela
oleaginosa.

Completando o cenário negativo, a fraqueza do real, que bate nos menores
níveis desde 2003, aumentou a venda por parte dos produtores brasileiros,
aumentando a oferta global.

Os produtores brasileiros de soja negociaram 43% da safra 2014/15 de forma
antecipada, segundo levantamento divulgado por SAFRAS & Mercado, com base
em dados recolhidos até 13 de março. No levantamento anterior, de 13 de
fevereiro, o número era de 38%.

Em igual período do ano passado, a comercialização envolvia 57% e a
média para o período é de 59%. Levando-se em conta uma safra estimada em
94,4 milhões de toneladas, o volume de soja já negociado chega a 40,312
milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de
16,50 centavos de dólar, a US$ 9,74 por bushel. A posição julho teve
cotação de US$ 9,78 por bushel, perda de 16,00 centavos.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 4,60 por tonelada,
sendo negociada a US$ 327,00 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em maio fecharam a 30,49 centavos de dólar, baixa de 0,38 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 2,81%,
cotado a R$ 3,2500 na compra e a R$ 3,2480 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1820 e a máxima de R$ 3,2810.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS