Porto Alegre, 13 de dezembro de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:
– O mercado mantém as atenções centralizadas na guerra comercial entre EUA e China, digerindo as últimas novidades sobre as negociações. Paralelamente, os players analisam a demanda pela soja norte-americana e o clima na América do Sul.
– Após vários meses de avanços e recuos nas negociações comerciais entre americanos e chineses, a esperada “fase um” do acordo comercial aparentemente foi selada. O mercado sabia que esta última semana seria decisiva para as negociações, pois estava marcada para o dia 15 de dezembro o início de uma nova rodada de tarifas americanas sobre produtos chineses que certamente distanciaria novamente os países. Frente a isso, as negociações evoluíram em ritmo acelerado nos bastidores. O anúncio de que o acordo foi fechado partiu do próprio Donald Trump, sendo confirmado posteriormente pelo governo chinês. O mercado reagiu positivamente, mas a falta de maiores detalhes sobre o acordo impediu ganhos mais relevantes.
– Para Chicago, a questão central é qual será o verdadeiro volume de compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos, e quando essas compras ocorrerão. O mercado precisa ter maior certeza do comprometimento chinês em comprar soja norte-americana nos próximos meses para ganhar força. Enquanto essa confirmação não ocorre, o mercado vai encontrar amparo na diminuição das tensões entre os países devido ao acordo e no cancelamento das novas tarifas sobre produtos chineses. É importante lembrar que, a princípio, as tarifas chinesas sobre a soja norte-americana permanecerão em vigor, embora a tendência seja de uma isenção temporária das mesmas para que importadores chineses façam compras nas próximas semanas/meses. Atenção para os relatórios semanais de vendas norte-americanas.
– Na América do Sul, as atenções permanecem sobre o clima no Brasil e na Argentina. Com a semeadura praticamente encerrada no Brasil, o momento é de preocupação com a situação no oeste baiano. Já há relatos de replantio na região, e as previsões climáticas apontam para mais 14 dias de pouca ou nenhuma umidade. Já as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste registram um bom desenvolvimento geral nas lavouras.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
