MERCADO: Soja tem sexta-feira de preços firmes no Brasil

   Porto Alegre, 13 de dezembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve uma sexta-feira de preços de estáveis a mais altos. A valorização da soja na Bolsa de Chicago e o dólar (volátil) encerrando o dia com avanço garantiu sustentação para as cotações no país. Foram registrados poucos negócios nesta sexta-feira.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 84,00 para R$ 85,00 a saca. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 84,00 para R$ 84,50. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 89,00 para R$ 89,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 83,00 para R$ 83,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 88,00 para R$ 88,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 82,00. Em Dourados (MS), a cotação caiu de R$ 81,00 para R$ 80,00. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 84,00 para R$ 86,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. O anúncio do fechamento do acordo de primeira fase entre China e Estados Unidos assegurou a elevação. Na semana, a alta na posição janeiro chegou a 2%.

   Estados Unidos e China devem assinar a fase um do acordo comercial na primeira semana de janeiro, em Washington, disse o representante de comércio norte-americano, Robert Lighthizer. “O acordo será assinado por ministros e não pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping”, disse.

  Falando a repórteres, Lighthizer afirmou que não haverá a imposição de tarifas enquanto os dois países se ativerem ao acordo, que não tem um prazo inicial de vigência. “As negociações da segunda fase devem começar em breve e, embora não tenha data definida, devem começar antes das eleições de novembro de 2020”, disse.

   Lighthizer também confirmou algumas informações publicadas mais cedo indicando que as compras de produtos norte-americanos pela China devem somar US$ 200 bilhões. Deste total, US$ 40 bilhões serão de produtos agrícolas.

   “Tenho certeza que a China fará o máximo esforço para chegar a US$ 50 bilhões em comprar agrícolas”, afirmou Lighthizer, acrescentando que produtos manufatores e energia também estão nessa conta, incluindo gás natural.

    Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 9,25 centavos de dólar (1,02%), a US$ 9,07 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,21 1/2 por bushel, ganho de 9,00 centavos de dólar, ou 0,98%.

   Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo subiu US$ 2,70 por tonelada (0,91%), sendo negociada a US$ 296,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 32,60 centavos de dólar, ganho de 1,14 centavo ou 1,14%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 4,1090 para venda e a R$ 4,1070 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0780 e a máxima de R$ 4,1190. Na semana, o dólar caiu 0,89% ante o real.

    Agenda de segunda:

—–Segunda-feira (16/12)

– China: A produção industrial de novembro será publicada às 23h pelo departamento de estatísticas.

– A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – 10 (IGP-10) referentes a dezembro.

– O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia. 

– Esmagamento de soja nos EUA em novembro – NOPA, a partir das 12hs.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 13hs.

– Dados da balança comercial de dezembro – Ministério da Economia, 15hs.

– Estoques de café dos EUA em novembro – GCA, 17hs.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS