SEMANA: Comercialização da soja segue arrastada no Brasil

Porto Alegre, 8 de março de 2019 – A comercialização da safra 2018/19
de soja do Brasil envolve 42,9% da produção projetada, conforme relatório de
SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 8 de março. No relatório anterior,
com dados de 8 de fevereiro, o número era de 38,4%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 43,5% e a média
para o período é de 50,3%. Levando-se em conta uma safra estimada em
115,402 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 49,486 milhões
de toneladas.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira, o ritmo da
comercialização seguiu lento no período. “Fatores como o Carnaval e os
preços pouco atrativos afastaram os vendedores do mercado”, completa.

Nesta semana mais curta, devido ao feriado de Carnaval, destaque para a
melhor movimentação na quinta-feira, em decorrência da alta consistente do
dólar comercial. A comercialização envolveu cerca de 500 mil toneladas nas
principais praças do país. Com Chicago estável, os preços, em geral, tiveram
elevação.

Houve reporte de 100 mil toneladas trocando de mãos em Minas Gerais. No
Paraná e no Rio Grande do Sul, os negócios envolveram 80 mil em cada um dos
estados. Em Goiás e no Mato Grosso, o volume ficou em 50 mil toneladas por
estado. Na Bahia, 40 mil toneladas trocaram de mãos. Na região do MAPITO, o
volume ficou em 20 mil toneladas.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 74,50 para R$ 74,00.
Na região das Missões, a cotação caiu de R$ 74,00 para R$ 73,00 a saca. No
porto de Rio Grande, preços subiram de R$ 78,00 para R$ 79,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 72,50 para R$ 73,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 78,50 para R$ 79,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 68,00 para R$ 69,00. Em
Dourados (MS), a cotação passou de R$ 69,50 para R$ 70,50. Em Rio Verde
(GO), a saca subiu de R$ 69,00 para R$ 70,00.

O dólar comercial acumulou valorização de 2,75% nas duas sessões da
semana, fechando a quinta na casa de R$ 3,886. A moeda norte-americana
ganhou impulso por dois fatores: internamente, as dúvidas sobre a reforma da
previdência. No exterior, o dólar subiu frente a outras moedas, em meio a um
clima de maior aversão ao risco.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS