Porto Alegre, 30 de agosto de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve
uma quinta-feira de preços pouco alterados. A Bolsa de Chicago teve perdas para
a oleaginosa e o dólar subiu compensando, o que não trouxe estímulo a
alterações nos valores no país. Nos melhores momentos do dia houve
movimentação interessante de negócios, com destaque para Rio Grande do Sul e
Paraná.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 85,50 para R$ 85,00.
Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 85,00 para R$ 84,50. No porto
de Rio Grande, os preços ficaram em R$ 92,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 85,00 para R$ 85,50 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 91,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 78,50. Em Dourados (MS), a
cotação avançou de R$ 80,00 para R$ 81,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu
em R$ 80,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Depois da alta de ontem
e do início positivo, o mercado corrigiu, pressionado pelo cenário
fundamental. As exportações semanais não surpreenderam e pouco impactaram
os preços.
A expectativa de uma ampla safra dos Estados Unidos, as dificuldades nas
negociações comerciais entre China e Estados Unidos e o alastramento da peste
suína no território chinês – comprometendo a demanda por farelo – formam
um quadro de pressão sobre as cotações.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2017/18, com início em 1 de setembro, ficaram em 110.900 toneladas
na semana encerrada em 23 de agosto. O número ficou 27% inferior à semana
anterior e 39% abaixo da média das últimas quatro semanas. O maior importador
foi a Holanda, com 155,2 mil toneladas.
Para a temporada 2018/19, foram mais 591.600 toneladas. Somando-se as duas
temporadas, analistas projetavam exportações entre 600 mil e 1,350 milhão de
toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de
3,75 centavos de dólar a US$ 8,19 1/2 por bushel, com desvalorização de
0,45%. A posição novembro teve cotação de US$ 8,31 1/2 por bushel, perda de
4,50 centavos (0,53%) centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com perda de US$
0,70 (0,23%), sendo negociada a US$ 301,40 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em setembro fecharam a 28,28 centavos de dólar, com alta de
0,25 centavo ou 0,89%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,63%, cotado a R$
4,1430 para a compra e a R$ 4,1450 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1210 e a máxima de R$ 4,2160.
Agenda
– Japão: a taxa de desemprego de julho será publicada durante a noite anterior
pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.
– Japão: a leitura preliminar da produção industrial de julho será divulgada
na noite anterior pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.
– Eurozona: a leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de agosto
será publicada às 6h pela Eurostat.
– Eurozona: a taxa de desemprego de julho será publicada às 6h pela Eurostat.
– O IBGE divulga às 9h os dados sobre as contas nacionais e o PIB referentes
ao 2018.
– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Ministério da Agricultura, na
parte da manhã.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
