Porto Alegre, 10 de novembro de 2017 – O mercado brasileiro e internacional de soja manteve atenções voltadas ao relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na quinta-feira.
Antes dos números, poucos negócios foram realizados, com os negociadores posicionando carteiras no exterior e retraídos no Brasil. Depois do relatório, com efeito baixista, a comercialização travou no físico doméstico.
O USDA reduziu a sua estimativa de safra de soja americana em 2017/18. Mas o número ficou acima da expectativa do mercado. Os estoques finais americanos também foram cortados, mas superaram as previsões. No quadro mundial, o
Departamento elevou os estoques finais, enquanto o mercado apostava em redução.
A produção foi reduzida de 4,431 bilhões de bushels, o equivalente a 120,6 milhões de toneladas, para 4,425 bilhões ou 120,43 milhões de toneladas. No ano anterior, a produção ficou em 116,9 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 119,86 milhões de toneladas.
Os estoques finais em 2017/18 estão projetados em 425 milhões de bushels, ou 11,57 milhões de toneladas. O mercado trabalhava com um número de 420 milhões ou 11,43 milhões de toneladas. Em outubro, a estimativa era de 430
milhões de bushels, ou 11,7 milhões de toneladas.
O relatório projetou safra mundial de soja em 2017/18 de 348,89 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 347,88 milhões. Os estoques finais foram elevados de 96,05 milhões de toneladas para 97,9 milhões. O mercado apostava em estoque de 95,5 milhões de toneladas.
A projeção do USDA aposta em safra americana de 120,43 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 108 milhões de toneladas, repetindo o relatório anterior.
A previsão para a Argentina permaneceu em 57 milhões de toneladas. Pelo lado da demanda, destaque para a elevação na estimativa de importações chinesas, que passaram de 95 milhões para 97 milhões de toneladas.
Mercado
Como era de se esperar, o relatório derrubou os preços em Chicago na quinta. Após três sessões de ganhos, os contratos com vencimento em janeiro fecharam com baixa de 13,50 centavos de dólar (1,35%), cotados a US$ 9,85 por
bushel. A posição março caiu 1,33% ou 13,50 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,96 por bushel.
No Brasil, os preços cederam e o mercado parou. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 68,50 para R$ 68,00. Na região das Missões, o movimento dos preços foi idêntico, atingindo R$ 68,00. No porto de Rio Grande, as cotações baixaram de R$ 74,00 para R$ 73,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 70,00 para R$ 68,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 75,00 para R$ 73,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 63,50 para R$ 63,00. Em Dourados(MS), a cotação estabilizou em R$ 64,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 65,00.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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