SOJA: IBGE estima safra em 107,7 milhões de t para 2018

Porto Alegre, 9 de novembro de 2017 – De acordo com o levantamento do IBGE, a primeira estimativa de produção para 2018 é de 107,7 milhões de toneladas, declínio de 6,3% em relação a 2017. A área a ser plantada com a
leguminosa é de 34,4 milhões de hectares, aumento de 1,4%. O rendimento médio estimado é de 3 131 kg/ha, retração de 7,7%, em decorrência das incertezas quanto ao clima durante o ciclo da cultura, ressaltando que na safra verão
2017, houve abundância e regularidade de chuvas nos principais estados produtores, alçando um recorde histórico de produção para o país, portanto, sendo uma base de comparação, relativamente elevada.

Em função dos preços mais compensadores da soja, em relação ao milho, os produtores devem ampliar as áreas de cultivo da leguminosa, que em 2018 deve representar 48,9% da safra total de grãos do país.

Dentre os maiores produtores, o Mato Grosso, que em 2018 deve responder por 28,2% do total a ser produzido pelo país, estima colher 30,4 milhões de toneladas, redução de 0,2% em relação a 2017, apesar de aumento de 1,0% na
área a ser plantada.

O Paraná, segundo maior produtor e responsável por 18,3% do total nacional, estima produzir 19,7 milhões de toneladas, redução de 0,5%, apesar do crescimento de 5,5% na área a ser plantada.

O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor da leguminosa, estimou uma produção de 14,7 milhões de toneladas, redução de 21,7% em relação a 2017. Goiás, com 10,4 milhões de toneladas e Mato Grosso do Sul, com 8,4 milhões de toneladas estimaram quedas de 8,7% e 7,7% na estimativa da produção, respectivamente, enquanto Minas Gerais, com 5,2 milhões de toneladas e Maranhão, com 2,5 milhões de toneladas, estimaram aumentos de 2,9% e 7,5%, respectivamente, para a produção de soja em 2018.

O plantio da nova safra, após um início lento em decorrência do atraso das chuvas nos principais estados produtores, ganhou força a partir da segunda quinzena de outubro, com os produtores aproveitando o aumento da intensidade das chuvas que propiciaram condições adequadas de umidade no solo e, para ganhar tempo, em muitas fazendas, esse trabalho adentra à noite e na madrugada, atestando o preparo e a eficiência tecnológica dos produtores brasileiros. Com informações do Departamento de Comunicação Social do IBGE.

Revisão: Rodrigo Ramos / Agência SAFRAS

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