Porto Alegre, 20 de outubro de 2017 – A volatilidade de Chicago impediu
uma melhor movimentação do mercado brasileiro de soja nesta sexta-feira. Os
preços oscilaram entre estáveis e mais baixos e não houve registro de
negócios mais consistentes.
Os produtores seguem priorizando o plantio. As regiões mais necessitadas
do Centro-Oeste deverão receber chuvas nesse final de semana. No Mato
Grosso, já há replantio em algumas regiões.
O plantio da soja na temporada 2017/18 atingiu 18,5% no Brasil, na semana
encerrada em 20 de outubro, segundo levantamento de SAFRAS & Mercado. Na
semana anterior, o plantio era de 10,8%. Em igual período do ano passado, a
semeadura estava em 26,4%. A média para o período é de 19,9%.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 67,00 para R$ 68,00.
Na região das Missões, o preço seguiu em R$ 67,00. No porto de Rio Grande, as
cotações estabilizaram em R$ 71,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 67,00 para R$ 66,50. No
porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 72,00 para R$ 71,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 62,00. Em Dourados (MS), a
cotação ficou em R$ 63,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 63,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam em baixa, revertendo os ganhos iniciais. Na semana, novembro
acumulou perdas de 2,15%.
O mercado abriu ainda sendo sustentado pelos sinais de boa demanda pela
soja americana. Ao longo do dia, no entanto, as questões climáticas voltaram a
ser priorizadas.
A previsão de chuvas para as regiões mais secas do Brasil na próxima
semana impactou negativamente sobre as cotações. As precipitações devem
retornar ao Mato Grosso e a Goiás. Para o mercado, estas chuvas garantirão a
umidade necessária para o plantio deslanchar nestes dois estados.
Nos Estados Unidos, a colheita já passa da metade e a perspectiva é de
condições que assegurem uma boa evolução. A safra recorde projetada pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve se confirmar,
aumentando a oferta mundial da oleaginosa.
Os contratos com vencimento em novembro fecharam com baixa de 7,75
centavos de dólar por bushel (0,78%), cotados a US$ 9,78 3/4 por bushel. A
posição janeiro recuou 0,77% ou 7,75 centavo de dólar por bushel, a US$ 9,89
1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo encerrou com retração de
US$ 4,30 (1,33%), sendo negociada a US$ 317,10 por tonelada. No óleo, os
contratos com vencimento em dezembro eram cotados a 34,16 centavos de dólar
por libra-peso, alta de 0,33 centavo de dólar ou 0,97%.
Câmbio
O dólar comercial fechou as negociações com alta de 0,44%, cotado a R$
3,1880 para a compra e a R$ 3,1900 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1730 e a máxima de R$ 3,1960.
Agenda de sexta
– O Boletim Focus será divulgado às 8hs pelo Banco Central (BC).
– Inspeções semanais de grãos dos EUA – USDA, 13hs.
– Balança comercial da 3 semana de outubro – MDIC, 15h.
– Condições das lavouras dos EUA – USDA, 18hs.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
Copyright 2017 – Grupo CMA
