SEMANA: Soja apresenta bons ganhos e maior movimentação em setembro

Porto Alegre, 29 de setembro de 2017 – O mercado brasileiro de soja
registrou melhor movimentação e preços firmes ao longo de setembro. Os
produtores aproveitaram os melhores momentos de Chicago e retornaram ao
mercado, garantindo o melhor ritmo na comercialização. O dólar também
subiu, completando o quadro positivo para as cotações internas.

No mês, a saca de 60 quilos abriu e fechou o período a R$ 66,00 em Passo
Fundo (RS). No mesmo período, o preço passou de R$ 64,00 para R$ 65,50 em
Cascavel (PR). No Porto de Paranaguá, o preço passou de R$ 70,50 para R$
71,00.

Em Rondonópolis (MT), a cotação avançou de R$ 59,00 para R$ 62,00. Em
Dourados (MS), o preço passou de R$ 58,50 para R$ 60,60. E em Rio Verde
(GO), a cotação subiu de R$ 60,00 para R$ 61,50.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento
em novembro acumularam valorização de 1,5% no mês de setembro, passando
de US$ 9,45 para US$ 9,59 . Na máxima do período, o contrato bateu em
US$ 9,84.

Apesar do bom desenvolvimento das lavouras americanas e da previsão de uma
safra acima de 120 milhões de toneladas, o mercado foi impulsionado no
exterior pela boa demanda pela soja americana. O dólar subiu mais de 1% frente
ao real, ajudando a sustentar as cotações internas.

USDA

O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA) elevou a sua estimativa de safra de soja em 2017/18, surpreendendo o
mercado, que apostava em corte.

A produção foi elevada de 4,381 bilhões de bushels, o equivalente a 119,2
milhões de toneladas, para 4,431 bilhões ou 120,59 milhões de toneladas. No
ano anterior, a produção ficou em 117,2 milhões de toneladas. O mercado
apostava em número de 117,6 milhões de toneladas.

Os estoques finais em 2017/18 estão projetados em 475 milhões de bushels,
ou 12,93 milhões de toneladas. O mercado trabalhava com um número de 437
milhões ou 11,89 milhões de toneladas. Em agosto, a estimativa também era 475
milhões de bushels, ou 12,93 milhões de toneladas.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2017/18 de 348,44 milhões
de toneladas. No relatório anterior, o número era de 347,36 milhões. Os
estoques finais foram reduzidos de 97,78 milhões de toneladas para 97,53
milhões. O mercado apostava em estoque de 97,3 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 120,59 milhões de
toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 107 milhões de
toneladas, repetindo o relatório anterior.

A previsão para a Argentina permaneceu em 57 milhões de toneladas. Pelo
lado da demanda, destaque para a elevação na estimativa de importações
chinesas, que passaram de 94 milhões para 95 milhões de toneladas.

Na temporada 2016/17, a produção mundial está projetada em 351,44
milhões, com estoques finais de 95,96 milhões, contra 96,68 milhões do mês
anterior. O mercado apostava em estoques de 96,8 milhões.

A produção americana está projetada em 117,2 milhões de toneladas. A
safra brasileira está prevista em 114 milhões e os argentinos colheriam 57,8
milhões. A demanda chinesa pularia para 92 milhões de toneladas, contra 91
milhões indicados no ano anterior.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS