Porto Alegre, 21 de setembro de 2017 – Os preços da soja subiram nas
principais praças do país nesta quinta-feira, acompanhando o desempenho de
Chicago e, principalmente, do dólar. Mas o ritmo dos negócios seguiu lento,
com operações de 10 mil toneladas no Mato Grosso, 5 mil no Rio Grande do Sul
e 3 mil no Mato Grosso do Sul.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 66,00 para R$ 66,50.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 65,00 para R$ 65,50. No porto
de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 70,00 para R$ 70,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 65,00 para R$ 65,50. No porto
de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 71,00 para R$ 71,50.
Em Rondonópolis (MT), a saca subiu R$ 0,50 para R$ 61,00. Em Dourados
(MS), a cotação avançou de R$ 60,00 para R$ 62,00. Em Rio Verde (GO), a saca
estabilizou em R$ 61,00.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços perto da estabilidade, predominando ganhos
moderados. Em dia volátil, Chicago encontrou suporte na boa demanda pela soja
americana.
As exportações semanais dos Estados Unidos ficaram bem acima do esperado
pelo mercado. As vendas líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2017/18, com início em 1 de setembro, ficaram em 2.338.100
toneladas na semana encerrada em 14 de setembro.
As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA). A estimativa dos analistas oscilava de 1 milhão a 1,6
milhão de toneladas.
A alta do dólar frente a outras moedas tira a competitividade das
commodities de exportação dos EUA, fator que pressionou os contratos em boa
parte da sessão e limitou a alta final.
A elevação do dólar é reflexo da sinalização feita ontem pelo Federal
Reserve (Fed) de que os juros americanos poderão ser elevados ainda neste ano.
Outras três altas deverão ocorrer no ano que vem. Esta possibilidade pegou o
mercado de surpresa.
Os contratos com vencimento em novembro fecharam com alta de 0,75 centavo
de dólar por bushel (0,07%), cotados a US$ 9,70 por bushel. A posição
janeiro avançou 0,50% ou 0,50 centavo de dólare por bushel, a US$ 9,81 por
bushel.
Nos subprodutos, a posição outubro do farelo encerrou com elevação de
US$ 2,70 por tonelada (0,88%), sendo negociada a US$ 309,00 por tonelada. No
óleo, os contratos com vencimento em outubro eram cotados a 34,10 centavos de
dólar por libra-peso, desvalorização de 0,57 centavo ou 1,64%.
Câmbio
O dólar comercial fechou as negociações com alta de 0,44%, cotado a R$
3,1430 para compra e a R$ 3,1450 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1270 e a máxima de R$ 3,1480.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
