MERCADO: Queda de Chicago mantém travada movimentação com soja

Porto Alegre, 25 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia de poucos negócios e preços entre estáveis e mais baixos. O dólar
reagiu, mas Chicago fechou em leve baixa, afastando os negociadores do mercado.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 66,50 para R$ 66,00.
Na região das Missões, o preço recuou de R$ 65,50 para R$ 65,00. No porto de
Rio Grande, as cotações caíram R$ 70,50 para R$ 70,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 64,50 para R$ 64,00. No
porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 70,50 para R$ 70,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 59,00. Em Dourados (MS), a
cotação subiu de R$ 58,30 para R$ 58,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em
R$ 60,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais baixos. O mercado aproveitou a falta de
novidades para realizar parte dos lucros acumulados na semana. Novembro fechou
com ganho semanal de 0,73%.

O clima segue favorecendo o desenvolvimento das lavouras americanas e a
previsão é de uma safra cheia. Os agentes aguardaram os números finais da
“crop tour” realizada pela Pro Farmer.

Os produtores de soja dos Estados Unidos deverão colher 4,331 bilhões de
bushels na temporada 2017/18, o equivalente a 117,87 milhões de toneladas. A
estimativa foi divulgada pela Pro Farmer – Associação dos Produtores dos
Estados Unidos -, que trabalha com produtividade de 48,5 bushels por acre.

Se confirmada, a safra será a maior da história dos Estados Unidos. Os
números ficaram abaixo dos indicados pelo Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), no relatório de agosto. A produção foi estimada pelo
USDA em 4,381 bilhões de bushels – 119,23 milhões de toneladas. A
produtividade do USDA é de 49,4 bushels por acre.

No ano passado, segundo o USDA, os americanos colheram 117,2 milhões de
toneladas, safra recorde.

Os contratos com vencimento em setembro fecharam com baixa de 1,50 centavo
de dólar por bushel (-0,15%), cotados a US$ 9,39. A posição novembro recuou
0,15% ou 1,50 centavo a US$ 9,44 1/2.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo encerrou com baixa de US$
1,20 (0,40%), sendo negociada a US$ 296,40 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em setembro eram cotados a 34,61 centavos de dólar, com
perda de 0,17 centavo ou 0,48%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,28%, negociado a R$
3,1540 para compra e a R$ 3,1560 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1370 e a máxima de R$ 3,1630.
Na semana, a moeda teve elevação de 0,28%.

Agenda de segunda

– Inicia a Expointer, em Esteio (RS), com cobertura local da Agência SAFRAS. A
feira encerra no domingo.

– Boletim Focus será divulgado às 8hs pelo Banco Central (BC).

– Inspeções semanais de grãos dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial na 4 semana de agosto – MDIC, 15hs.

– Condições das lavouras dos EUA – USDA, 17hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS