MERCADO: Soja tem dia lento e de preços inalterados, aguardando USDA

Porto Alegre, 11 de julho de 2017 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia mais lento em termos de negócios e preços praticamente inalterados.
Chicago subiu pela 11 vez consecutiva, mas o dólar recuou. As atenções se
voltam para o clima nos Estados Unidos e o relatório de julho do USDA, que
será divulgado amanhã.

Os negócios ficaram restritos ao mercado gaúcho, onde as operações
envolveram entre 50 mil e 70 mil toneladas.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 70,50. Na região
das Missões, o preço ficou em R$ 70,00. No porto de Rio Grande, as cotações
seguiram em R$ 75,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 69,00. No porto de Paranaguá
(PR), a saca permaneceu em R$ 76,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 63,50 para R$ 63,00. Em Dourados
(MS), a cotação estabilizou em R$ 61,50. Em Rio Verde (GO), a saca
permaneceu em R$ 65,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam com preços mais altos nesta terça-feira. Após realizar lucros
na maior parte da sessão, as previsões de clima seco e temperaturas elevadas
nos Estados Unidos voltaram a sustentar as cotações, na véspera do relatório
de julho do Departamento de Agricultura norte-americano, o USDA.

Agosto fechou a 11 sessão seguida de ganhos, atingindo o maior patamar
desde 8 de março. Desde 22 de junho, quando a posição esbarrou na casa de
US$ 9,00, o contrato já subiu cerca de 14%.

Ontem, o USDA voltou a reduzir o índice de lavouras em boas a excelentes
condições, que baixou de 64% para 62%. Para amanhã, as atenções se voltam
para o relatório de julho do USDA.

O Departamento deverá reduzir a sua estimativa para a safra 2017/18
americana e cortar também a previsão para os estoques. Os estoques finais da
safra 2016/17 deverão ser reduzidos. O relatório de julho será divulgado
nesta quarta, 12, às 13hs.

Analistas e traders consultados pelas agências internacionais indicam
previsão de safra de 4,241 bilhões de bushels, equivalente a 115,42 milhões
de toneladas. Em junho, a indicação era de 4,255 bilhões de bushels ou 115,8
milhões de toneladas. Em 2016/17, os americanos colheram 4,307 bilhões ou
117,2 milhões.

O mercado projeta estoques 2016/17 de 434 milhões de bushels, o
equivalente a 11,81 milhões de toneladas. Em junho, o USDA indicou estoques
em 450 milhões de bushels ou 12,25 milhões de toneladas. Para 2017/18, o
Departamento deverá indicar estoques em 483 milhões de bushels ou 13,15
milhões de toneladas. No mês anterior, o número ficou em 495 milhões de
bushels ou 13,47 milhões de toneladas.

Para os estoques mundiais, a previsão para 2016/17 deve ser mantida em
93,2 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número deverá ficar inalterado em
92,2 milhões de toneladas

A aposta é de que o USDA indique um número de produção do Brasil de
114 milhões de toneladas, repetindo o relatório anterior. Para a Argentina, a
previsão é de corte. O mercado aposta em retração de 57,8 milhões para 57,7
milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de
4,50 centavos de dólar, equivalente a 0,43%, a US$ 10,29 1/4 por bushel. A
posição setembro teve preço de US$ 10,34 1/4 por bushel, alta de 4,25
centavos ou 0,41%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo encerrou com alta de US$ 0,50
(0,14%), sendo negociada a US$ 338,70 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em agosto eram cotados a 33,81 centavos de dólar, com alta de 0,13
centavo ou 0,38%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com queda de 0,21%, cotado a R$ 3,2520
para compra e a R$ 3,2540 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,2480 e a máxima de R$ 3,2710.

Agenda de quarta

– Reino Unido: a taxa de desemprego dos três meses encerrados em maio será
publicada às 5h30 pelo departamento oficial de estatísticas do país.

– Eurozona: o índice de produção industrial de maio será publicado às 6h
pela agência de estatísticas Eurostat.

– Estoques de petróleo semanais dos EUA, às 11h30min.

– O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) divulga o Relatório
de Exportações de Café Ano Safra 2016/17, às 10h30min.

– Relatório de julho para oferta e demanda mundial e dos EUA – USDA, às
13hs.

– EUA: o Livro Bege, relatório com uma avaliação da situação econômica,
será publicado às 15h pelo Federal Reserve.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS